Por Eduardo Luiz, da Redação PTD - 28/02/2017 - 12:51h.
Análise do Vitão: O Messias

Saudações Palestrinas!

Em toda religião de forma dogmática todos acreditam que um Messias em determinado momento virá salvar o seu povo.

Futebol é religião para a maioria de nós; e a nossa diretoria acreditou piamente que um “Messias” poderia ser a nossa salvação neste momento.

Após uma derrota dolorida para o nosso maior rival, em um jogo no qual tivemos uma atuação ridícula, a aposta da diretoria em apressar a estreia do Borja deu resultado.

Obviamente estou exagerando na comparação, porém, a tática deu certo e o espírito do time foi renovado.

Um resultado ruim diante da Ferroviária com certeza traria problemas para o Eduardo Baptista, porém a estreia do Borja deu um ânimo novo tanto para o time quanto para a torcida.

Sem dúvida nenhuma foi a melhor atuação do Palmeiras em 2017, confesso que ao ver a escalação com Zé Roberto jogando em uma posição que nunca atuou no Palmeiras me deixou muito receoso.

Não levo em consideração a fragilidade do adversário, analiso a disposição tática do Palmeiras e também a atuação de alguns jogadores individualmente, destaco especialmente: Edu Dracena, Zé Roberto, Tiago Santos, Michel Bastos, Keno, Dudu e o estreante Borja.

O gol de Keno marcado antes dos primeiros 15 minutos de jogo ajudou a tranquilizar o time, que jogou solto durante todo o primeiro tempo.

Tiago Santos substituiu muito bem ao Felipe Melo, fez bons lançamentos e demonstrou uma qualidade muito boa nos passes.

William perdeu duas boas chances de ampliar o placar, aliás, eu não o colocaria como centro avante, acho que ele jogaria muito melhor aberto pela ponta direita. Não o vejo como titular, porém, tenho certeza de que será uma espécie de reserva de luxo, que entrará sempre nas partidas para ajudar o time.

O primeiro tempo terminou com domínio total do Palmeiras, não sofremos nenhum ataque sequer e o Prass foi um mero espectador.

No segundo tempo o Palmeiras diminuiu o ritmo e viu durante 15 minutos o time de Araraquara fazer uma certa pressão na busca do empate.

Após uma boa jogada, o Dudu sofreu pênalti, porém, o árbitro marcou apenas falta fora da área, mas após jogada ensaiada Michel Bastos fez o gol.

A torcida começava a se movimentar com a entrada de Borja, muito aguardado e aplaudido por todos ele entrou no Lugar de William.

A Ferroviária partiu para o ataque e fez o seu gol após cobrança de pênalti, na primeira oportunidade o Prass pegou, mas o bandeirinha alegou que nosso arqueiro adiantou e mandou voltar a cobrança, na segunda oportunidade tomamos o gol.

Antes que o jogo começasse a tomar contornos dramáticos, Borja saiu para o contra-ataque, ganhou a bola no meio, tocou para o Dudu que devolveu a bola para o nosso camisa 12 marcar com extrema categoria e precisão o seu primeiro gol com a camisa “santa” do Palmeiras.

Foi uma festa! Torcida e todos os jogadores do time foram abraçar quem sabe o nosso novo “Messias”, convenhamos, por mais cedo que seja dizer isso, o cara realmente parece ser muito bom de bola, arrisco inclusive a dizer que não sentiremos saudades do Gabriel Jesus.

Roger Guedes deu números finais ao marcador, após um importante gol de cabeça; gol que levou o atacante às lágrimas.

Fim de jogo, excelente partida e muita alegria no Allianz Parque! Clima de paz no ar!

Temos um elenco fantástico, o Eduardo Baptista não precisa fazer mágica, apenas tem que fazer o básico, sem inventar! É uma frase clichê nos dias de hoje, mas: o menos é mais!

Um grande abraço!

Vitão
 
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