Agora, manter-se em cima (30/08/2011)
 
Amigos Palestrinos,

Apesar da desclassificação na Sul-Americana na quinta-feira, vivemos um momento de euforia após a vitória no clássico. É justo, porque o time comportou-se muito bem nas duas partidas. Contra o Vasco, provou-se que jogar ofensivamente é possível, ainda que tenhamos uma vocação defensiva. Bastou a equipe adiantar as linhas, marcar a saída de bola e jogar como time grande para acuar o adversário. Não fosse o azar de tomar um gol “espírita”, poderíamos estar na próxima fase. Tudo bem. É uma competição importante, mas não é fácil de ganhar mesmo.

Destaque negativo na quinta-feira para a fraca atuação da diretoria e do marketing palmeirense. Ao contrário do que os dirigentes são-paulinos costumam fazer em situações como a da semana passada, nossa diretoria não reduziu o preço dos ingressos e nem convocou a torcida para comparecer em peso. Vale lembrar que estava marcada para antes do jogo uma festa para a nova camiseta retrô, inclusive com a presença de Edmundo. Dez mil pessoas foi pouco para um jogo decisivo, e de festa. Inaceitável foi perceber que no dia anterior havia vinte mil no Morumbi, já que nossa torcida sempre mantém uma média de público superior em relação à do São Paulo. Poderia ter sido feita uma divulgação maior nos meios de comunicação. Não digo que assim ganharíamos a vaga, mas quem sabe se isso não poderia ajudar um pouco mais?

Quanto ao clássico, vale lembrar que algo ainda deve ser esclarecido quanto à escolha do mando de campo e à porcentagem de ingressos reservada ao rival. Ao que parece, não houve qualquer acordo com relação ao jogo da volta. Ou seja, o Corinthians poderá muito bem escolher liberar somente dez por cento da carga de ingresso no Pacaembu. Isso tudo tendo em vista que se trata de um jogo que pode até valer o título. Mais uma falha de planejamento da diretoria, ou existe um acordo prévio que eu desconheço?

Dentro de campo, algumas considerações. Chamou atenção logo de início o fato de o Palmeiras ter entrado de camiseta branca, forçando os adversários a usarem uniforme preto sob o calor de Presidente Prudente. Longe de dizer que isso tenha tido influência decisiva no resultado, ao menos demonstrou a habilidade da comissão técnica - provavelmente uma idéia de Felipão, no melhor estilo Osvaldo Brandão.

Injusto seria não destacar como decisiva no clássico a entrada do recém-chegado Fernandão. Além do gol e da boa participação em vários lances, sua presença foi fundamental para que os jogadores de maior qualidade no passe tivessem mais liberdade e aproximação quando da posse da bola. Também foram boas as atuações da zaga, do volante Chico (que está evoluindo bastante) e de Luan. Ainda que não tenha sido uma vitória brilhante, foi extremamente importante para iniciarmos bem o segundo turno.

Agora, é se manter na disputa pelo título. Nada impossível, como já havíamos dito anteriormente. Nosso time não deve nada para nenhum dos demais candidatos ao título. Se levarmos em conta os cálculos do site “Placar Real”, estaríamos em primeiro lugar. (Vale a brincadeira: seríamos os campeões morais do primeiro turno, então?)

Legal ver tanto palmeirense na rua hoje. Aos poucos, a torcida vai voltando a ter orgulho do time. Deveria ser assim sempre. Afinal, história igual à nossa, insisto, nenhum time brasileiro tem. E não será meia dúzia de jornalistas mal-intencionados ou de dirigentes amadores que conseguirá diminui-la.

Rumo a um centenário glorioso. Vamos lá Verdão!

Saudações e boa semana a todos.

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