Outra "pane" (27/09/2011)
 
Amigos Palestrinos,

Outra vez a semana começa com a decepção em relação ao desempenho do Palmeiras. Dessa vez, não apenas os resultados foram insuficientes, mas o que chamou a atenção foi o péssimo futebol. O final da partida com o Ceará já prenunciou o empate sofrido no domingo. Sim, porque a apatia da equipe no segundo tempo em Goiânia já tinha surgido na quinta-feira no Canindé.

É mesmo só a apatia? Afinal, como está o preparo físico da equipe nessa altura do campeonato? Não vi ninguém tocar nesse assunto. Sabemos que não é a primeira vez que se percebe o Palmeiras caindo de rendimento no segundo tempo. Sintomática foi a reação demorada da defesa na cobrança de lateral que originou o gol de empate do Atlético. Ou seja, ainda com dois homens a mais, o time perdia as divididas e chegava atrasado na bola.

Daí, somam-se o preparo físico deficiente, a pressão política sofrida, as decepções acumuladas ao longo do ano, os erros de arbitragem, as limitações técnicas de alguns jogadores, as contusões, o esquema tático engessado, as perseguições da imprensa, entre outras inúmeras questões. O resultado é mais uma “pane”. Igual à de 2009, quando tínhamos um campeonato brasileiro praticamente ganho. Igual à de 2010, quando da eliminação na Sul-americana. Igual à da derrota na Copa do Brasil para o Coritiba. Isso para citar exemplos recentes.

Sabemos que o futebol não é uma “ciência exata”, e que o campeonato é imprevisível, equilibrado, e tudo mais. No entanto, nenhuma equipe grande pode deixar de vencer um adversário inferior com dois homens a mais desde o início do segundo tempo. Inadmissível. Não é à toa que Felipão considerou a partida de domingo como sendo a “maior vergonha de sua carreira”. Como vimos, uma somatória de fatores adversos que precisam ser superados com urgência.

O resultado da “pane” de 2009 foi a saída de Muricy e Diego Souza. Adiantou? Esse é um dos motivos por que continuo defendendo a permanência de Felipão, ainda que não concorde com sua insistência no mesmo esquema tático. Seu 4-2-3-1, agora variando para o 4-4-1-1, exige a presença de dois jogadores que saibam marcar os laterais adversários, o que é difícil de encontrar no futebol brasileiro. Por isso, Luan pela esquerda é “intocável”, pois é quem melhor desempenha esse papel tático, em que pese a deficiência técnica. Do lado direito, ainda não se achou o jogador ideal, e a última aposta voltou a ser Tinga.

Ainda assim, manter Felipão e dar tranqüilidade ao elenco é fundamental para que o time não entre em uma crise ainda pior. O raciocínio é simples: qual técnico disponível no mercado vai resolver esses problemas?

Por fim, mais grave é a falta de planejamento. Exemplo disso é pensar que só no final de setembro chegou um meia para auxiliar em momentos como o do segundo tempo de domingo. A entrada de Pedro Carmona poderia ter sido decisiva, já que seria um jogador para segurar a bola no meio e ajudar nos contra-ataques. Foi o que ele tentou fazer, mas não acertou uma bola sequer. O que dizer? A camisa “pesou”? É que jogar a primeira partida em um clube grande não deve ser fácil, muito menos sob a pressão que existe no Palmeiras. O problema é pensar que a chegada de um jogador que entraria para dar uma contribuição importante é somente no final de setembro, por causa da falta total de planejamento em relação ao elenco.

Parece até piada, mas vamos torcer (e lutar) para que em 2012 os erros não se repitam... Afinal, todos queremos ver o Palmeiras voltar a ser uma das grandes forças do futebol sul-americano. Já passamos por crises semelhantes nos anos 80, e as superamos, chegando a títulos de peso nos anos 90, inclusive conquistas internacionais. Sempre soubemos superar – mas que seja em breve!

Rumo a um centenário glorioso. Vamos lá Verdão!

Saudações e boa semana a todos.

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