O exemplo tem que vir de cima! (12/10/2011)
 
Por Marcelo Carlomagno

Pois é amigo palmeirense, as notícias do palmeiras ultimamente tem mais traições, brigas e vilões do que novelas. O pior é que está difícil de encontrar o "mocinho" para termos o final feliz. Ontem tivemos mais um capítulo dessa novela, e hoje mais uma traição. Sim, me refiro a absurda agressão a João Vítor, jogador esforçado, que tem tido até agora um comportamento exemplar no clube. Os "torcedores" que o agrediram, certamente não torcem para o palmeiras, e compartilham da mesma mentalidade medíocre que afeta os "poderosos" do nosso clube. A traíção a que me referi anteriormente, é a do ex-mocinho Kléber. Antes idolatrado pela torcida, desde o episódio do Flamengo tem mostrado o oposto, transformou-se em um vilão, um verdadeiro traidor. Uma reviravolta digna de novelas.

Mas reparem no seguinte, no parágrafo anterior, citei duas notícias do palmeiras que estão em todos os portais e jornais, porém nenhuma delas é sobre futebol. Ah, mas a culpa é da imprensa? Não! Se a nossa própria diretoria já deixou claro, em muitas ocasiões, que para eles a prioridade não é o futebol, como exigir que o palmeiras seja tratado como um clube de futebol pelos meios de comunicação?

O problema vai muito além disso. Dada essa falta de foco da diretoria, como pode-se exigir dedicação e esforço do treinador e dos jogadores? Fazendo um paralelo com uma empresa, imaginem uma empresa onde os diretores/presidente só querem saber de manter os seus cargos e o status, independentemente dos resultados da empresa. Agora, imagine que o gerente, para que a empresa tenha resultados satisfatórios tem que acumular as atividades dos diretores, do presidente e as de gerente. Depois, os funcionários, que vêem tudo isso, ou seja, trabalham em um local onde o resultado final pouco importa para a diretoria desde que não afete o status dos diretores, onde o gerente está sobrecarregado e não consegue dar conta de todo o trabalho que tem (até porque é impossível que uma pessoa trabalhe por dez), e ainda por cima, todo o nervosismo e insatisfação do gerente recai sobre estes funcionários. Alguns deles vão continuar trabalhando, outros vão ficar desmotivados, e outros vão reclamar, se rebelar, e desestabilizar ainda mais a situação. Por fim, temos os estagiários, coordenados por outros sub-gerentes, loucos para mostrar trabalho, vem mostrando bom potencial, mas são sumariamente ignorados pelo gerente, que nunca os viu trabalhar, deixando-os sem qualquer perspectiva de crescimento na empresa. Para piorar, os Diretores fazem cortes e mais cortes piorando as condições de todos, principalmente do mais baixo escalão dos empregados, ou seja, os estagiários.

Uma empresa como essa tem alguma possibilidade de dar certo? NÃO!! E sim, este é o nosso atual Palmeiras.

Com Diretores, mais preocupados com o status e o poder, protegidos atrás de um estatuto que os deixa imunes a qualquer punição, eles fazem o que querem no clube. Traem uns aos outros, brigam, inventam brigas, articulam golpes de todas as formas, e fazem mal uso dos cofres do clube. Tudo com o único intuito de se manterem no poder e continuarem usufruindo dos benefícios que possuem. Na hora de se posicionar para proteger ou ajudar o clube, não o fazem, pois se o clube der certo, eles não darão, ou seja, o clube em uma situação como a atual é tudo que eles querem.

O nosso treinador, extremamente sobrecarregado, tem que fazer o trabalho de toda a nossa diretoria. Qualquer um ficaria estressado com isso. Junta-se a famosa "teimosia do Felipão", que todos conhecemos desde o final dos anos 90, temos um componente explosivo. Com isso, não há blindagem dos jogadores, que são frequentemente criticados em público, e dizem que isso é ainda pior nos treinos e no dia a dia. Para piorar, uma alternativa para buscar novos jogadores é simplesmente ignorada. Pior, é criticada publicamente, sendo que o treinador NUNCA assistiu um treino da base sequer. A base, que já não muito conhecida por revelar talentos, tem tido ótimos resultados, e tem sim bons nomes, como Bruno Sabiá, Bruno Dybal, Fernando, Luis Henrique, Ramos. Claro que não são todos que vão dar certo, mas se não tiverem chances, aí é que nunca darão mesmo. Dizem que Fernando, por exemplo, foi "rebaixado" por Felipão para o time B por chegar um dia ao treino dirigindo um carro importado. Conhecendo o Felipão, juntando com o stress de ser Presidente/Diretor/Gerente/Técnico do time, não dúvido que tenha sido o caso.

Os jogadores, ficam nesse meio. Possuem uma diretoria omissa e interessada nela mesma, um treinador estressado e que está "descontando" toda a frustração no elenco, e não possuem comando. Ou seja, podem se comportar como bem quiserem que não serão punidos ou repreendidos. Com isso, as laranjas podres se destacam, e estragam o resto do elenco, salvas poucas exceções.

Enfim, podemos trocar todo o elenco, trocar o treinador, o que pode até trazer resultados nos primeiros meses, mas mantendo essa diretoria, é apenas uma questão de tempo para que isto volte a acontecer. O efeito será o mesmo, o novo técnico se sobrecarregará, os jogadores vão ficar insatisfeitos, e o clube vai despencar novamente. Já vimos isso em 2008, 2009, 2010 e estamos vendo novamente agora.

A solução é mudar o topo desta cadeia, ou seja a direção. A ÚNICA forma de mudar isso, é através das diretas. Nós, palmeirenses devemos fazer parte do movimento das diretas já (http://www.facebook.com/diretas.palmeiras) e participar do movimento do próximo dia 24 (https://www.facebook.com/event.php?eid=134291353339817) para lutar contra o golpe que Mustafá Contursi ameaça dar.

acesso rápido
 
 
 
 
 

Palmeiras Todo Dia - O Site Oficial do Torcedor Palmeirense!