Reportagem especial: A vida de Arnaldo Tirone (20/12/2011)
 
Entender o porquê de tanta inaptidão. Esse é o objetivo desta reportagem especial. Para isso, nossa equipe pesquisou sobre a vida de Arnaldo Tirone desde a infância até a faculdade. Falamos com professores, diretores e colegas a fim de desvendar o mistério.

Um menino dedicado, porém sem brilho. Na escola, Tirone até tentava estudar, mas não conseguia tirar boas notas. Segundo a professora Tereza Matias, “Tapadinho”, como era chamado, só se formou no colégio porque professores e diretores tinham pena dele: “Ele era ruim de matemática. E de história. E de português. E de física. Como ele era ruim de bola também, o professor de educação física o colocava para organizar um dos times e escolher os jogadores da turma. Mas ele sempre fazia um time muito fraco, que perdia. Todos ficavam irritados com ele”, disse sorrindo.

Tereza completou: “Ele só saiu da escola devido à boa vontade dos professores que tinham pena dele”.


        Tirone quando completou 12 anos

Tereza contou que um colega causava problemas para Tirone: “Tinha um menino gordinho chamado Abdul Lutfi que pegava muito no pé dele. Ele fazia o Tirone deixar de comer para guardar o dinheiro da merenda. Se Tirone comprasse comida, Lutfi o obrigava a dividir o lanche e o troco com todos os amiguinhos dele. Ele sempre tinha que levar um pouco. Uma verdadeira peste aquele garoto”.

Dois anos mais tarde, Abdul Lutfi conseguiu colocar Tirone como presidente do Grêmio Estudantil do colégio: “Ele queria o Tirone lá para mandar em alguns projetos como festas e campeonatos, já que Tirone fazia tudo que ele pedia. Os estudantes se uniram e tiraram o Arnaldo de lá. Foi uma grande decepção para o garoto”.

O diretor Ricardo de Sá disse que tentou motivar Tirone inscrevendo-o em um concurso de oratória, mas o resultado foi muito ruim: “Ele perdeu o concurso de oratória na 5° série e nunca mais foi o mesmo. Tentou fazer alguns cursos, mas abandonou todos. Foi uma fase muito difícil. O pai dele disse que Arnaldo ficou um ano inteiro sem falar depois disso”.


Tirone com 17 anos

Faculdade é sinônimo de festas, mulheres e badalação? Para Arnaldo Tirone, não. Durante o curso de apicultura, Tirone encontrou dificuldades para se comunicar com as garotas. Gerson Pedrolo, amigo do presidente até hoje, contou um caso: “O Tirone era apaixonado por uma garota chamada Maria Karen. Certo dia tomou coragem e foi falar com ela. Ele falou tanta besteira que Maria obteve uma ordem de restrição. Depois de longo processo, o juiz determinou que Tirone permanecesse ao menos 100 metros de distância de Maria”.

Gerson contou que durante a faculdade Tirone também foi paraquedista: “Ele foi parquedista. Nisso ele foi bom. Inclusive, é bom até hoje. Muitas vezes eu me questiono: Tirone presidente de um clube do tamanho do Palmeiras? Não pode ser. Caiu de paraquedas. É a única explicação”.

O Setorista: Tirone, queremos gestão profissional e jogadores à altura do Palmeiras. Até quando você vai fazer do Palmeiras seu quintal?

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