O Palmeiras na Imprensa: parte 1 - Só é perseguido quem vacila (14/02/2012)
 
"Se algum dia lhe perguntarem se vc acha que o Palmeiras é perseguido pela imprensa, controle os impulsos e diga que não. E retruque: "Da mesma forma como a imprensa brasileira não persegue a seleção da Argentina, ou vice-versa... certo? Em 1997, na final Palmeiras x Vasco lá no Rio, escutei uma do Euvírus Miranda que jamais me esquecerei: "a ética é relativa" (sobre a presença do Edmundo na final, depois de ter sido expulso no jogo anterior). Triste realidade...

Por exemplo: desde os times tenham a mesma relevância, a cobertura de um desentendimento em seus bastidores deve ser a mesma, afinal, o que conta é o "ato" em si e não seu praticante, certo? Errado. Problemas menores são exaltados, enquanto descalabros muito maiores passam em branco, não por desconhecimento, mas por interesse (ou falta) de uma pessoa influente, um patrocinador forte ou uma audiência local.

Um jornal com tendência de "esquerda" não fará uma manchete ponderando a posição da diretoria da fábrica. Da mesma forma como não se verá uma reportagem defendendo os interesses do MST numa revista de avião, por exemplo. Ou seja, dependendo do seu público, você terá uma abordagem diferente. A escolha e a forma como se trata um tema depende do seu público-alvo. Até a verdade se torna relativa, mas os interesses não.

E quais são os interesses no caso do futebol, com seu público "tremendamente" qualificado? Primeiro: polêmica. O povo brasileiro adora polêmica, novela. O povo brasileiro não... o ser humano. A tragédia sempre nos atraiu. A guerra é a época em que mais se vende jornal e notícia ruim sempre vende mais. E como a educação do povo é um lixo, o nível - tanto da escolha de uma pauta como da forma que ela é abordada - é igualmente sofrível.

Segundo: dirigentes e patrocinadores. Ainda que haja atos impossíveis de serem ignorados, quando uma entidade tem influência ou dinheiro suficiente (seja lá de onde), consegue brecar quase tudo que possa sujar sua imagem. Ignorar isso é estupidez, ou má fé.

O resumo deste compêndio comportamental midiático é o seguinte: quem dita a imprensa é a opinião pública e seus bastidores. Se a audiência simpatiza com algo (ou com uma ideia), a imprensa abraça na hora. Não adianta falar em perseguição, enquanto somos alvos fáceis. Por isso, temos que repensar nossa imagem, a forma como o mundo nos vê, aumentando a empatia e diminuindo a rejeição.

Quanto aos bastidores, fazer a lição de casa, que já começa a ser feita com a excelente vinda do Sampaio. LONGA VIDA AO SAMPAIO NO PALMEIRAS!!!! No caso do Wesley já avisou que a negociação pode demorar mesmo, pra não levantarmos expectativas antes da hora. O Sampa é um cara que melhora nossa imagem, agrega HUMILDADE e TRABALHO além de harmonizar o ambiente. Melhor que Bombril!

Reengenharia de imagem e trabalho de bastidor. Pouca gente se dá conta, mas foi exatamente o que o clube fez em 1992, depois de uma década e meia levando na cabeça. Na véspera dos 100 anos, o clube tem a chance de levar isso a sério e avançar no futuro, ou continuar a ser mero figurante. As DIRETAS são apenas o primeiro passo. Cadê nosso pioneirismo, cazzo? Não se trata de unanimidade, apenas remar para o mesmo lado. Aí, não existe correnteza que nos segure. AVANÇA PALMEIRAS!!!!!!!!!!!"

Roberto Galluzzi Jr
roberto.galluzzi@palmeirastododia.com
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