Para cornetar um pouco (27/04/2012)
 
Amigos Palestrinos,

Em outras ocasiões de desclassificação como a que acabamos de sofrer, procuramos aqui manter o apoio a técnico e jogadores. Sabemos da qualidade de Felipão e de sua grande identificação com o clube. Sabemos que nosso elenco não é ruim. Boa parte dos jogadores teria espaço em qualquer grande clube do país: Bruno, Deola, Cicinho, Henrique, Juninho, Márcio Araujo, Marcos Assunção, Maikon Leite, Valdivia, Daniel Carvalho e Barcos. Qualquer um desses seria titular ou pelo menos boa opção de banco em qualquer equipe brasileira. Se o técnico já demonstrou competência em trabalhos anteriores, se o elenco não deve nada aos demais, todos sabem que os problemas são outros. Pressão exagerada por resultados, ambiente político conturbado e talvez uma deficiência na parte de preparação física seriam os motivos mais evidentes.

No entanto, não há como deixar de criticar alguns detalhes no trabalho de Felipão. Se a equipe após quase dois anos de trabalho ainda não encontrou um padrão de jogo consistente, a culpa é, sim, do treinador. Perde-se a paciência com as falhas constantes de cobertura nas descidas dos laterais, principalmente do Juninho. Quanto à criação, ainda não se encontrou um posicionamento ideal dos meias, como Daniel Carvalho e Valdivia, para que se aproveitem melhor suas habilidades. Barcos também, cada vez mais isolado e marcado. Está na hora de definir um esquema de jogo para então encontrarmos alternativas táticas e fazermos os jogadores voltarem a render.

Outra coisa que volta a incomodar é a história do estádio. Felipão insiste em rejeitar o Pacaembu. Semana passada chegou até ao cúmulo de sugerir jogos no Morumbi. É necessário que se explique a ele que o Pacaembu não é, nunca foi e nunca será a casa do Corinthians. É, sim, campo neutro, patrimônio público. Chega de entregar o que é nosso pro Corinthians! O estádio municipal sempre foi nossa segunda casa, e quem discorda simplesmente ignora a história do Palestra-Palmeiras. Chega também de colocar no estádio a culpa dos resultados ridículos que o time tem conseguido! Atitude amadora e infantil.

Ainda que o time tenha buscado uma recuperação na quarta-feira, o futebol que estamos apresentando hoje parece não ser suficiente para chegarmos a um título ou Libertadores esse ano, o que seria um fracasso muito grande para um dos treinadores mais bem pagos do país.

Sete campeonatos disputados e sequer chegamos a uma final. Esperamos que a comissão técnica trabalhe para reverter o quadro rapidamente, já que o Brasileiro está para começar e a Copa do Brasil chega em sua fase decisiva. Estudar melhor os adversários é um começo. Não dá para perder do Guarani duas vezes seguidas levando baile tático nas duas oportunidades.

Na Champions League, vimos confrontos excelentes. Era de se esperar grande equilíbrio entre Real e Bayern, duas equipes que jogam em esquemas semelhantes e que possuem elencos equivalentes. Na outra semifinal, o técnico novato Di Matteo, ainda que há anos no futebol inglês, usou o que aprendeu do “catenaccio” italiano para segurar uma equipe superior tecnicamente e com um homem a mais, ainda que com um pouco de sorte.

Na Libertadores, os confrontos do “mata-mata” prometem muito. Embora os times uruguaios tenham decepcionado, aparecem nesse ano outros destaques para além de argentinos e brasileiros. É o caso da Universidad do Chile e do Atlético Nacional, equipes muito bem montadas. Os brasileiros terão dificuldade mais uma vez, ainda que o Santos seja um dos maiores favoritos ao título por causa de Ganso e Neymar.

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Rumo a um centenário glorioso. Vamos lá verdão!

Saudações a todos.
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