Palmeiras leva uma surra ideológica (14/05/2012)
 
Fratelli... amigos, irmãos palestrinos... é com muito pesar e preocupação que escrevo essas palavras. Com mais de 35 anos de história acompanhando o Palmeiras, temo hoje, pelo nosso futuro, como provavelmente nunca antes.

Tudo bem, temos um estádio novo nascendo, uma nova realidade promissora a frente. Mas creio que isso possa vir a ser um fato isolado, no dia-a-dia de um clube que parece estar ficando para trás em relação a seus concorrentes.

Todos os nossos adversários mais próximos dispararam ao século XXI, com renovações gerenciais, práticas administrativas modernas e marketing competente. E nós, temos o Sampaio pra nos salvar. Pelo menos isso...

Nem tudo é desgraça... aumentamos receita em patrocínio e tals. Mas me refiro a algo mais importante e de longo prazo. O crescimento da torcida.

Nos últimos anos, nenhuma torcida tem crescido tão pouco quanto a nossa. Nesse tempo, o Palmeiras viu o conceito por trás de sua própria existência diluir-se. E não se trata apenas de títulos, pois vivi o jejum inteiro e nem naquela época isso acontecia.

Em publicidade, dizemos que um produto precisa ter uma "apelo de venda", pra justificar sua existência. Preço, qualidade, localização, embalagem, seja o que for. Conquistar torcedor não é muito diferente de conquistar consumidor.

O clube também precisa, além de buscar as vitórias, cultivar esse apelo de forma a atrair torcedores identificados com aquilo. Aí é que mora o problema.

O FUTEBOL ARTE sempre foi um de nossos maiores "apelos de venda". O Palmeiras não apenas ganha, mas ganha jogando, indiscutivelmente, o melhor futebol. Bom, costumava ser assim.

Hoje, o time da baixada simplesmente está tomando essa posição de nós. Temos que assistir (e aplaudir) melancolicamente a essa situação, vendo-os capitalizar um conceito que deveríamos ter explorado há mais de 10 anos atrás.

Perdemos a chance. Em 1996 Armando Nogueira escrevia "Aleluia Palmeiras!" por termos finalmente mostrado que o futebol arte poderia ser vitorioso. Onde estavam nossos dirigentes? Arrotando superioridade como sempre, e deixando o trem da história passar.

Pois os idiotas lá permancem. Com toda sua demagogia asquerosa, a ESTUPIDEZ VITALÍCIA que reina na alamedas palestrinas e que agrilhoam um clube ao século passado, fazendo-o chorar a perda de sua identidade e sua representatividade.

O Palmeiras precisa de uma diretoria que não viva em conflito. De unidade. De um projeto que lhe restitua a identidade, que melhore sua imagem, que seja um gancho para captação de torcida, pois títulos acontecem, mas períodos sem eles também. E é aí que essa identidade fala mais alto.

Palmeiras.... graças aos homens que se julgam maiores que você, a vaidade e ao orgulho desmedido, não és mais o que já foi. O que serás, só Deus e a capacidade daqueles que não aceitam tanto vexame, dirá. Assim seja.

Roberto Galluzzi Jr
roberto.galluzzi@palmeirastododia.com
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