Honremos nossa História (21/06/2012)
 
Amigos Palestrinos,

Inicialmente, a ideia era escrever esse texto somente após a partida de daqui a pouco, contra o Grêmio, pelas semifinais da Copa do Brasil. Lembrei-me, no entanto, que hoje é dia 21 de junho. Meu pai, já falecido, estaria fazendo aniversário hoje. Era um palmeirense fanático, como nunca conheci outro. Daqueles, de origem italiana, palestrino, apaixonado pelo time. Uma de suas primeiras lembranças futebolísticas era a Copa Rio de 1951. No entanto, a que mais o emocionava era a final do Supercampeonato de 1959, já que a presenciou no Pacaembu. Ainda tenho a flâmula de campeão que ele guardou com carinho por tantos anos. Sempre agradeço meu pai por ter me mostrado o que é ser palmeirense. Sentimento de torcedor sem igual em nosso país! Todos aqui sabem do que estou dizendo.

Entendo que ontem à noite nossos rivais corinthianos sentiram uma grande emoção de chegarem pela primeira vez à final de um torneio internacional, igualando-se a São Caetano e Atlético Paranaense. Igualando-se também ao CSA de Alagoas, que foi finalista da Copa Conmebol em 1999 – essa é boa hem? Usem nas suas conversas com corinthianos. Brincadeiras à parte, vamos falar a verdade: o Corinthians é um time com uma grande torcida e com algumas conquistas (ainda que em menor número, em comparação com os outros três grandes do Estado de São Paulo). Tem uma História considerável – embora toda ela esteja sendo manchada e jogada no lixo por causa do estádio que está sendo construído com dinheiro público. No entanto, pode a imprensa falar o que quiser, mas ser palmeirense é incorporar a História de um clube que é a mais bela do futebol brasileiro. Falam muito da torcida deles, mas nada se compara ao amor que a nossa tem pelo alviverde. Nada se compara à nossa História de glórias e de integridade. Todos aqui sabem do que estou dizendo.

De qualquer modo, é triste constatar que o jogo de daqui a pouco é o mais importante dos últimos dez anos para o Palmeiras. Afinal, não são apenas dez anos sem títulos importantes, mas dez anos sem chegarmos a uma final de campeonato importante. Triste. Para que isso mude, precisamos voltar a disputar títulos, e hoje é o primeiro passo. Sei que será muito difícil. O que precisamos é jogar com inteligência e, ao mesmo tempo, muita vontade.  Inteligência para “melar” o jogo, da maneira que fizemos no Sul. Vontade para não nos abalarmos com situações adversas, ou com qualquer possível pressão da torcida se levarmos um gol. Vamos voltar à final, lutar pelo título e honrar nossa História.

Quanto ao mundo do futebol, a Euro 2012 está muito interessante de se assistir. Se foi surpreendente a eliminação da Holanda, embora estivesse em um grupo muito forte, mais difícil de acreditar foi ver a Grécia eliminando a Rússia. O time russo tinha muita qualidade. Jogava mais bola do que eu imaginava. O camisa 7, Denisov, e o camisa 17, Dzagoev, são jogadores do mais alto nível. No entanto, muitas vezes no futebol a qualidade individual não basta, e o time com mais “alma” acaba vencendo. Foi o que aconteceu no jogo entre Grécia e Rússia, talvez um dos mais significativos da Euro até aqui. Serve de lição para todos, inclusive para o nosso time. Agora, a Grécia vai enfrentar a melhor seleção do torneio, a Alemanha. Acho difícil conseguir outro milagre, mas questões políticas também estarão em campo. Não dá para prever o que vai acontecer na sexta-feira.

O Leste Europeu terá apenas um representante nas quartas, e será um time apenas mediano, a República Tcheca. É uma pena, pois, além da Rússia, Croácia e Ucrânia chegaram a merecer a classificação, mas tiveram muito azar contra Espanha e Inglaterra, respectivamente. A própria Polônia poderia ter tido sorte melhor. Já os escandinavos fizeram uma Euro razoável, especialmente a Dinamarca, que deu grande trabalho no grupo mais forte e mostrou um interessante 4-1-4-1 na partida contra a Holanda.

Dos que sobraram, além do favoritismo alemão, pouco se consegue prever. Portugal, França e Inglaterra não chegaram a brilhar, mas mostraram ser equipes eficientes. A Espanha é aquilo que todos conhecem, e, portanto, muito forte. A Itália talvez tenha sido a seleção que, das grandes, mais surpreendeu, jogando um futebol de qualidade técnica e disciplina tática, conseguindo variar bem do 3-5-2 dos primeiros dois jogos para o 4-1-3-2 do último. Destaque para De Rossi, que jogou de líbero, volante e também de meia. O detalhe da Itália é que seu condicionamento físico pode atrapalhar, já que ficou claro que o time caiu muito de rendimento no segundo tempo nas três partidas. Pode não aguentar uma prorrogação.

De qualquer modo, àqueles que dizem gostar de futebol mas que não assistem à Eurocopa porque falam que o Brasil não está jogando, então não tem graça... sinto muito, mas na verdade essas pessoas não gostam de futebol, pois na Euro assistimos a um futebol bem jogado, especialmente no aspecto tático. Seria bom que os treinadores brasileiros olhassem com mais atenção, inclusive aqueles que trabalham com a base. Entendam que não estou aqui fazendo apologia do futebol europeu no aspecto técnico, até porque reconheço todo o valor do nosso futebol sul-americano, e tal. Refiro-me principalmente ao aspecto tático. Dêem uma olhada na diferença que há em um jogo europeu e um jogo de Campeonato Brasileiro, por exemplo.

É isso, palestrinos. Hoje, mais do que nunca, Forza Palestra! Vamos honrar nossa História.


Estou no twitter também. Para quem quiser seguir: @tundizap

Rumo a um centenário glorioso. Vamos lá verdão!

Saudações a todos.
acesso rápido
 
 
 
 
 

Palmeiras Todo Dia - O Site Oficial do Torcedor Palmeirense!