Noventa minutos (11/07/2012)
 
Amigos Palestrinos,

Faltam somente noventa minutos para levantarmos uma taça muito importante.

Agora não é momento de “cornetar”. Por enquanto, vamos esquecer que fizemos um primeiro tempo muito fraco no jogo de Barueri. Vamos esquecer as falhas defensivas, as poucas opções no ataque e o posicionamento tático falho. Vamos esquecer que nossos dois principais jogadores estão de fora do jogo de hoje. Vamos esquecer que a diretoria mais uma vez tratou os torcedores como lixo, escolhendo o estádio de Barueri para o primeiro jogo e dificultando a venda dos ingressos para o segundo jogo. Vamos deixar de lado essas questões para discutirmos em outra oportunidade.

Sim, porque agora é hora de lembrar que estamos invictos na competição, com uma excelente campanha, diga-se de passagem. Foram 8 vitórias e 2 empates, com 22 gols marcados e 5 sofridos, até aqui. É hora de lembrar que, se Valdívia e Barcos estão de fora, temos ainda a solidez defensiva de Henrique, a liderança e as bolas paradas de Assunção, e os contra-ataques rápidos com Mazinho e Maikon Leite (que talvez esteja em condições de jogo). É hora de lembrar que o grupo está muito unido e vai lutar demais pelo título. É hora de lembrar que Felipão já ganhou três Copas do Brasil, sendo uma pelo Criciúma. É hora de lembrar que milhões de palmeirenses merecem essa conquista, pelos seus últimos anos de sofrimento e paixão ao clube. É hora de lembrar que o adversário pode não ser fraco, mas não é “tudo isso”.

Quanto ao jogo, é importante dizer que o time não pode ficar recuado o tempo todo, esperando o adversário. Por outro lado, avançar as linhas e sair demais para o jogo pode ser perigoso, já que o forte do Coritiba é a velocidade dos pontas, nas costas dos laterais. Eles costumam jogar num 4-2-3-1, que pode variar para um 4-3-3, com pontas bem abertos. Melhor mesmo seria se o Palmeiras conseguisse cadenciar a partida, deixar o jogo “esfriar”. Tentar ganhar faltas no campo adversário, ou mesmo cometer faltas quando perder a bola no campo de ataque. Mais ou menos o que foi feito contra o Grêmio no Olímpico.

Esperamos que os noventa minutos passem rapidamente. Se vier o título, vamos comemorar muito, ressaltar a garra dos jogadores e o papel importante que a torcida desempenhou. Por outro lado, nenhuma conquista vai encobrir os erros que temos observado da parte da diretoria e da comissão técnica, os quais serão discutidos oportunamente.

Agora, é focar na decisão, para voltarmos a nos acostumar com as grandes conquistas! Em 1998, na nossa última conquista da Copa do Brasil, Oséas fez aquele gol no último minuto, que nos colocou na Libertadores de 1999, e o resto da história todos conhecem. Hoje, é o momento do bicampeonato! Chegamos até aqui,... agora é vencer!

Forza Palestra!


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Rumo a um centenário glorioso. Vamos lá verdão!

Saudações a todos.
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