Contra tudo e contra todos. De verdade (18/09/2012)
 
“Mais repercute a derrota dos fortes do que a vitória dos fracos”.

Se fossemos resumir o momento do Palmeiras e a imprensa brasileira em uma frase, com certeza utilizaríamos essa.

Aqueles que se dizem jornalistas profissionais e, ainda por cima, entendidos de futebol, estão se deliciando com o péssimo momento vivido pelo nosso glorioso Alviverde Imponente, transmitindo reportagens levianas, levantando polêmicas absurdas e, o que é pior, comprando informações que deveriam morrer no CT do clube, para tentar nos prejudicar ainda mais.

Talvez, essa foi a solução encontrada para tentar reduzir o prejuízo do investimento de R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais) em transmissão de jogos do clube da marginal. Para quem não sabe, os índices de ibope dos jogos do Palmeiras foram TODOS (eu disse TODOS) maiores do que de qualquer outro clube paulista, gerando um rebuliço e um grande enfraquecimento na relação da poderosa rede de televisão e seus protegidos.

Se fosse qualquer outro clube, as pessoas estariam falando coisas do tipo: “Nós devemos ressaltar, também, que o time fez uma bela campanha no primeiro semestre, conquistando um dos maiores títulos do futebol brasileiro e garantindo a vaga na maior competição continental.” Mas, como sempre, a camisa alviverde incomoda muito as pessoas que não tiveram o prazer de nascerem vestidas dela, fazendo com que nossas má fases sejam escadas para a subida dos menos honrados.

E, como não poderia ser diferente, o torcedor palmeirense sofre. Mesmo com a conquista da Copa do Brasil, a vaga na Libertadores 2013 e a iminente conclusão da nossa nova casa, que vai ser o melhor e mais moderno estádio de São Paulo construído com recursos privados, podemos ver nas ruas torcedores chateados e desapontados. Mas, por quê? Simples.

Nós não estamos acostumados a ver o Palmeiras passar por esse tipo de situação. Mesmo tendo caído em 2002, a torcida sempre achou que aquilo era um acidente de percurso, fruto do acaso e da infelicidade nos jogos. Mas, infelizmente, isso é reflexo da péssima diretoria que o clube tem, essa que, na minha opinião, é a pior desde os anos 90, pelo menos (sim, incluindo a gestão de Mustafá Contursi).

Não somos burros e todos sabemos que dentro do Palmeiras é uma bagunça catastrófica. Presidente mandando menos que diretor, diretor levando bronca de conselheiro, interesses extra-clube colocados em patamares maiores do que os interesses da instituição e mais n problemas/trapalhadas que nós, verdadeiros palmeirenses, já estamos cansados de saber.

Talvez, o que está acontecendo hoje deveria ter acontecido há muitos anos, pelo amadorismo histórico que ronda o escritório da direção alviverde.

Aí, eu paro e penso: se o Palmeiras é gigantesco, glorioso e vencedor do jeito que é, mesmo com estes comandantes, imagine se tivéssemos estrutura profissional (de verdade), profissionais identificados com as causas do clube e, ainda mais, pessoas com o mesmo foco? Eu sei a resposta: não ia ter pra ninguém.

Tenho certeza que a dificuldade do Palmeiras em contratar técnico e jogador está diretamente e unidirecionalmente relacionada com a péssima fama de bagunça e despreparo (e, infelizmente, verdadeira) das pessoas que estão a frente do clube.

Pensa só: você trabalharia em um lugar que não se sabe quem manda? Ou pior, que todo mundo manda e desmanda menos os que deveriam? Eu não!

Por outro lado, o futebol brasileiro é uma verdadeira mesquinharia. Infelizmente, ganha e se beneficia quem tem poder e influência política. Hoje, não temos nenhum ex-presidente que torça para o nosso time, que custeie estádio e cubra a panos quentes falcatruas e investigações do Ministério Público. Nossos mandatários não tem força NENHUMA. Mas, em um futuro não muito próximo, toda a podridão deverá vir à tona e fará uma grande revolução no esporte.

No mais, eu não desisto nunca do Palmeiras. Vou apoiar na Série A, Série B, Série C ou Série D. Não precisamos mais provar nada pra ninguém. Confio no meu time e acredito que ainda temos peças, dentro de campo, que lutarão pela nossa recuperação. No fim do ano veremos quem merecerá vestir o manto sagrado da Rua Turiassu na Libertadores 2013.

Nós sim precisamos lutar contra tudo e contra todos, pois não somos time da moda e, com certeza, nunca vamos abandoná-lo.

Forza Palestra! La nostra grandezza nessuno cancellerà.

Leonardo Laruccia
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