As “DIRETAS” e o resgate de nossa identidade (28/09/2012)
 
Títulos. Conquistas. Mais do que tudo, é isso que atrai novos torcedores, cativa os simpatizantes e fideliza os já existentes.

Mas – como já dissemos antes – há outros fatores subjacentes. A forma como o clube procede em seu dia-a-dia, a forma como atua, como joga, como perde e como ganha. As características de um clube, os valores e conceitos que ele carrega formam sua identidade. E é essa identidade que atrai, ou afasta.

Além do Palmeiras não ter capitalizado o futebol  arte em sua identidade (algo que é hoje vasto e amplamente explorado pelo Santos) teve diretorias protagonistas de vexames homéricos, do mais típico fogo-amigo (se é que se pode dizer) que se tem notícia. Nenhum clube é tão boicotado, minado, atacado, fustigado e combatido – de dentro de si próprio – como o nosso.

Dada esta situação, o palmeirense sente-se um náufrago. Um herói  necessário, mas pouco representado. A isso somada a ausência de  ídolos (Marcos transcendeu os campos, Valdívia não se firma nas expectativas, perdido eternamente entre contusões e ridículas expulsões) e a ausência de nosso amado Palestra Itália, futura Arena, o palmeirense é hoje um órfão de identidade.

Poucas outras ações imediatas poderiam trazer um resgate  dessa  identidade como a implementação do sistema de eleições diretas (nos possíveis modos estatutários) para presidente e diretores do clube.

Não que a eficiência surja diretamente disso. A democracia é algo que precisa de evolução constante, debate, participação etc.  Sucesso à parte, é um caminho que o clube DEVE seguir pra evoluir e ser mais representativo perante sua torcida. 

Essa representação, essa maior proximidade, pode e deve trazer maior identificação pela torcida com os procedimentos do clube. Ou não! Aí é que vira uma zona mesmo, deflagrada por grupos antagônicos, mais uma vez, brigando pelo poder ou minando o caminho de quem lá está. Palmeirenses são imprevisíveis! Mas é algo ao qual devemos estar sujeitos, a viver e aprender.

Ou seja: a única solução é o a união interna e a buscar de maior identificação com a torcida, trabalhando melhor (e muito) sua imagem e identidade corporativa. E isso pode começar a mudar de forma DIRETA, sem subterfúgios ou entrelinhas, tão comuns nas alamedas palestrinas. A hora da verdadeira mudança é agora. A torcida está só de olho, aguardando ansiosa. FORÇA PALMEIRAS!

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