Por Eduardo Luiz, da Redação PTD - 19/03/2017 - 20:40h.
Verdão sai atrás mas busca a vitória sobre o Santos na Vila Belmiro: 2 a 1
Prass tem atuação de gala e Palmeiras consegue reagir na casa do adversário; Jean e Willian fizeram os gols da virada e da classificação antecipada.

Com Keno de titular no lugar de Michel Bastos, o Verdão iniciou o jogo tomando um susto. Logo no primeiro minuto a bola sobrou para Lucas Lima dentro da área, mas ele isolou. Aos 5 veio a resposta: Lucas Veríssimo saiu errado e Borja dividiu com o goleiro, que levou a melhor. Aos 14 minutos Tchê Tchê cruzou para Edu Dracena; o zagueiro não alcançou por pouco, mas mesmo se alcançasse teria o gol invalidado porque estava impedido.

Disputado debaixo de uma chuva fina, o clássico era movimentado. Aos 18 minutos Bruno Henrique cruzou, a bola desviou em Mina e se ofereceu para Vitor Bueno, que perdeu chance incrível. Aos 20 Borja virou o jogo para Dudu, o camisa 7 dominou e soltou a bomba cruzada, para fora. Dois minutos depois os atacantes trocaram de função; Dudu levantou na cabeça de Borja, que escorou por cima.

Aos 24 minutos Victor Ferraz deu um belo drible em Dudu e arriscou de longe, para fora. Aos 31 Ricardo Oliveira copiou o companheiro e acertou o alvo, mas parou em boa defesa de Fernando Prass. A resposta do Palmeiras veio aos 33 minutos com Borja; o camisa 12 recebeu de Keno e fez Vladimir trabalhar. Na saída de bola o Santos se atrapalhou e Borja arriscou de longe, por cima.

A partida era equilibrada. Aos 35 minutos Bruno Henrique bateu de chapa, buscando o canto esquerdo baixo de Prass, que foi buscar. Na cobrança de escanteio o mesmo Bruno Henrique apareceu livre para escorar de cabeça, na trave. Três minutos depois foi a vez do travessão salvar o Palmeiras em uma finalização de letra de Ricardo Oliveira; Prass ainda resvalou na bola antes de carimbar na trave.

A pressão santista serviu de incentivo para o Palmeiras, que cresceu nos minutos finais. Aos 45 minutos Borja cobrou falta e Vladimir mandou para escanteio. Na cobrança de Dudu, Mina foi no terceiro andar e só não correu para o abraço (e para a dança) graças a um milagre do goleiro. Aos 45 Guerra arriscou de longe, Vladimir espalmou, no rebote o venezuelano não alcançou mas a bola sobrou para Keno bater torno; Borja tentou desviar de letra mas o goleiro evitou o gol. Logo depois o árbitro encerrou a etapa inicial.

O Verdão voltou para a etapa final com Egídio no lugar de Guerra, com isso Zé Roberto assumiu a armação das jogadas. Na prática, porém, a alteração não surtiu efeito, já que a equipe não conseguia mais passar do meio-campo. Aos 11 minutos uma chance dupla para o Santos, a primeira com Ricardo Oliveira, finalização bloqueada por Mina. A segunda com Lucas Lima num chute de longe que desviou em Dudu e saiu em escanteio.

Aos 14 minutos Bruno Henrique cruzou para Ricardo Oliveira bater de primeira e parar em boa defesa de Prass. Aos 23 Victor Ferraz também testou o goleiro Palmeirense e foi outro a ser parado. No lance seguinte, após levantamento na área, Lucas Veríssimo cabeceou e viu Fernando Prass, em noite de gala, praticar um milagre.

Para tentar explorar os contra-ataques, aos 25 minutos o técnico Eduardo Baptista promoveu a segunda alteração: Keno deu lugar a Róger Guedes. Mas novamente a tática não funcionou. Aos 29 minutos o Santos voltou a apostar na bola aérea e dessa vez foi feliz; após cruzamento de Victor Ferraz, Bruno Henrique cabeceou, Jean bloqueou a finalização mas a bola sobrou para Ricardo Oliveira dividir com Mina: 1 a 0.

Perdendo o jogo, Baptista resolveu ousar: aos 32 minutos ele trocou Zé Roberto por Willian. E dessa vez deu certo, já que o time foi para cima do Santos. Aos 33 minutos Tchê Tchê bateu colocado, de direita, e viu a bola passar perto do travessão. Aos 37 Borja tocou para Róger Guedes finalizar por cima.

Aos 39 minutos Jean brigou pela bola perto da área, acionou Róger Guedes, o atacante devolveu para o camisa 2 que cruzou com força; Vladimir tentou afastar mas mandou contra a própria meta: 1 a 1.

O gol inflamou o Verdão na mesma proporção que desestabilizou os mandantes. Aos 42 Róger Guedes fez linda jogada pelo lado do campo e cruzou, a defesa não conseguiu cortar e a bola sobrou para Willian decretar a virada: 2 a 1.

A frente no placar, o Palmeiras optou por segurar o resultado nos minutos finais; aos 46 Bruno Henrique ainda voltou a parar numa boa defesa de Fernando Prass, o melhor Palmeirense em campo. E foi só.

Com a vitória a equipe de Eduardo Baptista vai a 21 pontos, amplia a vantagem na liderança do Grupo C, garante matematicamente a classificação para as quartas de final do Paulistão e ainda assume a melhor campanha geral do campeonato.

Quarta-feira (22/03) o Verdão recebe o Mirassol no Allianz Parque. A partida, válida pela décima rodada, está marcada para 20h30.

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