Por Eduardo Luiz, da Redação PTD - 13/04/2017 - 00:00h.
Com outro gol no último minuto, Verdão vence o Peñarol e mantém a liderança
Em casa, Palmeiras sai atrás, vira, cede o empate e busca a vitória nos acréscimos quando tinha um jogador a menos: 3 a 2.

Exatamente com o mesmo time que derrotou o Novorizontino na última sexta-feira, o Verdão iniciou o jogo encontrando dificuldade para passar pela forte marcação imposta pelo Peñarol. Aos 5 minutos Dudu tentou executar uma jogada ensaiada em cobrança de falta com Willian, mas o atacante demorou a cruzar e foi bloqueado. Aos 9 Guerra passou para Willian, que não conseguiu finalizar; a bola sobrou para Tchê Tchê bater colocado, fácil para o goleiro.

A equipe uruguaia chegou pela primeira vez aos 14 minutos após rápido contra-ataque, mas o chute de Júnior Arias não levou perigo à meta de Fernando Prass. Como não conseguia criar muitas jogadas ofensivas, o Palmeiras foi ficando nervoso, ou seja, entrou definitivamente no jogo proposto pelo adversário.

Aos 27 minutos uma prova da afobação do time: Fabiano resolveu arriscar do meio-campo e obviamente errou por muito. Aos 31 o castigo: após escanteio cedido por Felipe Melo, a marcação vacilou e Ramón Arias subiu livre para abrir o placar: 1 a 0.

Atrás no marcador, o time do técnico Eduardo Baptista se desestabilizou ainda mais. Aos 34 minutos foi a vez de Borja tentar resolver sozinho, de longe, para fora. Aos 38 outra investida do Peñarol só não resultou em gol porque Prass fez grande defesa; na sequência da jogada Mina dividiu com Júnior Arias e também evitou o pior.

Mesmo perdido, o Verdão conseguiu finalizar duas vezes antes do primeiro tempo terminar, a primeira aos 40 em outro chute de longe, desta vez de Mina, a segunda aos 45 em cobrança de falta executada por Dudu que passou relativamente perto do travessão de Guruceaga. Mas foi só.

Exatamente com a mesma atitude da partida contra o Novorizontino, o Palmeiras iniciou o segundo tempo de maneira avassaladora. Aos 58 segundos Borja "desarmou" Guerra dentro da área e bateu para o gol, mas o goleiro estava atento e fez a defesa. Após a cobrança de escanteio, a bola sobrou para Fabiano levantar na área; Dracena ajeitou, Borja não conseguiu finalizar mas na sobra Willian aproveitou: 1 a 1.

A torcida presente em ótimo número ao Allianz Parque ainda comemorava quando aos 5 minutos Guerra aproveitou vacilo do zagueiro, avançou e deu o gol da virada de presente para Dudu: 2 a 1. A frente no placar e jogando bem, o Verdão poderia ter praticamente definido a partida aos 9 minutos, quando Dudu sofreu pênalti após cruzamento de Tchê Tchê, mas Borja cobrou mal.

A penalidade desperdiçada deu sobrevida ao Peñarol. Aos 11 minutos Afonso arriscou da entrada da área, para fora. Aos 12 outra chance perdida pelo Palmeiras: Guerra deu ótimo passe para Borja bater rasteiro, mas Guruceaga evitou o gol com as pernas. Aos 19 minutos Hernandez cobrou falta por cima do travessão de Prass.

O jogo era movimentado. Aos 20 Guerra arriscou de longe, nas mãos do goleiro. Aos 22 minutos o técnico Eduardo Baptista promoveu duas alterações de uma vez: Borja e Felipe Melo deram lugar a Michel Bastos e Thiago Santos, respectivamente. Aos 24 Bastos arriscou de fora da área, para fora.

O terceiro gol do Palmeiras estava maduro, mas novamente não saiu por muito pouco aos 28 minutos; Michel Bastos ficou cara a cara com Guruceaga, mas também parou no goleiro; no rebote Tchê Tchê finalizou e só não correu para o abraço porque o zagueiro salvou sobre a linha.

O castigo veio a galope. No contra-ataque da jogada anterior o árbitro assinalou falta duvidosa para o Peñarol perto da área; após a cobrança, Prass evitou o gol, mas no rebote ninguém de verde apareceu para impedir que Gastón Rodruguez empurrasse a bola para dentro do gol: 2 a 2.

Mostrando personalidade, o Verdão não se abateu. Aos 32 minutos Guerra deu lindo passe para Willian; o atacante passou pelo goleiro e deveria só rolar para o gol vazio, mas ele finalizou muito alto e viu a bola explodir no travessão. Parecia que não seria noite.

Aos 38 minutos a última alteração: Keno entrou no lugar de Guerra. Com mais um atacante em campo, mas sem articulação, o Palmeiras passou a enfrentar a mesma dificuldade do primeiro tempo, ou seja, não conseguia mais passar pela retranca do Peñarol. Para piorar, o árbitro foi extremamente conivente com o antijogo do adversário.

Aos 48 minutos o Palmeiras tinha uma falta perto da área para cobrar, mas inexplicavelmente o juiz permitiu que um jogador uruguaio ficasse na frente da bola por muito tempo, retardando a cobrança. Irritado, Dudu reclamou, mas ele que acabou recebendo um cartão amarelo. Indignado, o camisa 7 Palmeirense tornou a reclamar e acabou expulso. Um absurdo.

Com um jogador a menos, o Verdão optou por tentar a qualquer custo o gol da vitória e acabou de certa forma se expondo, mas prevaleceu a raça. Aos 54 minutos, após levantamento na área, Fabiano quase fez o terceiro, mas o Guruceaga mandou para escanteio. Na cobrança executada por Michel Bastos, porém, o goleiro nada pôde fazer quando novamente Fabiano subiu mais alto que a defesa para desta vez marcar o gol: 3 a 2. UFA!

Assim como aconteceu contra o Jorge Wilstermann, o gol nos acréscimos foi o último ato do jogo. Com mais uma vitória dramática o Palmeiras vai a 7 pontos e mantém a liderança isolada do Grupo 5 da Libertadores.

Agora o Verdão volta novamente a atenção para o Paulistão pois no domingo (16/04) começa a decidir contra a Ponte Preta uma vaga na final. O jogo será realizado às 16h, em Campinas.

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