Por Eduardo Luiz, da Redação PTD - 27/04/2017 - 18:39h.
Agredidos, Prass e Willian partem em defesa de Felipe Melo
Vítimas da violência do Peñarol, goleiro e atacante não atribuem confusão à declaração do volante.

No desembarque da delegação Palmeirense após a histórica vitória de virada sobre o Peñarol, no Uruguai, o goleiro Fernando Prass e o atacante Willian falaram com a imprensa sobre o resultado e também sobre a confusão que o adversário promoveu ao final do jogo.

Agredidos, os dois lamentaram a postura da equipe uruguaia e negaram que o motivo da pancadaria tenha sido a declaração de Felipe Melo no início da temporada, quando disse que se fosse preciso daria tapa na cara de uruguaio.

"Se fosse uma situação isolada poderíamos creditar tudo isso à declaração do Felipe Melo, mas vai buscar outras situações que o Felipe Melo não estava. Flamengo, Grêmio, Santos, Atlético-PR. É muito fácil para eles creditar ao Felipe Melo. É uma coisa premeditada, óbvio. Sabendo que estão praticamente eliminados, partiram para a violência. Os jornais de lá disseram que é algo recorrente do Peñarol" disse Prass.

Willian também defendeu o companheiro: "Depois (da declaração) ele pediu desculpas, não era essa intenção do Felipe. É um cara que tem uma personalidade forte, não é um cara que age pela violência. Acredito que ele não quis ofender ninguém. O Peñarol já tem histórico. No Allianz Parque eles nos chamaram de macacos, nos ofenderam o tempo todo. Eles queriam arranjar confusão, mas mostramos que futebol se ganha dentro de campo".

Agredido com um soco no rosto, Willian disse que foi a primeira vez que passou por uma situação assim: "Primeira vez que passo por isso. Tenho 10 anos de futebol. É lamentável, o Peñarol é um clube que tem uma história bonita no futebol, mas foi premeditado, fecharam o portão, tinha poucos seguranças. Foi muito lamentável. A gente correu, não queria revidar. Tentamos nos unir, mas foi difícil. Tomei um soco no rosto quando cheguei perto do Felipe Melo. Eles já estavam com essa intenção de brigar. A diretoria foi inteligente ao levar os seguranças. Graças a Deus está todo mundo bem agora".

Prass também relatou o que passou: "Estava no gol, o jogo acabou perto da nossa área, o número 30 e o capitão foram pra cima do Felipe Melo. Ele levantou os braços, nosso time corre para separar. Corri para ajudar, tirei o 25, tirei o 30, fiquei no meio, tomei 2, 3 socos, chute. Nisso o Melo conseguiu fugir, mas foram atrás dele. O que agente tentou foi nos reunir dentro de campo e proteger de agressão. Se for ver, a todo momento estamos tentando fugir. Agrediram o Egídio. Repórteres do Uruguai agrediram jogadores do Palmeiras também".

A confusão acabou abafando a histórica virada do Verdão, mas Prass fez questão de destacar o que aconteceu dentro de campo: "Passa desapercebido às vezes. Por tudo que a gente viveu, é importante valorizar o futebol, mudar o pensamento das pessoas. O primeiro tempo foi difícil, o segundo espetacular. Não me lembro de um time conseguir reverter um 2 a 0 contra time uruguaio ou argentino de camisa" encerrou.
 
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