Por Eduardo Luiz, da Redação PTD - 14/10/2017 - 12:11h.
Galiotte explica saída de Cuca e banca Valentim
Presidente diz que o ex-treinador se sentiu desgastado e confirma o interino até que surja um fato novo.

O presidente Maurício Galiotte convocou uma entrevista coletiva no final da manhã de sábado para explicar a troca de comando técnico do Palmeiras, anunciada na tarde de sexta-feira.

De acordo com o mandatário Palmeirense, Cuca procurou a diretoria após o empate com o Bahia alegando estar desgastado, e como o sentimento da cúpula do futebol era o mesmo, a decisão pela saída foi consensual.

"Nós não tínhamos até o momento a evolução que nós esperávamos. Depois do jogo contra o Bahia o representante do Cuca nos procurou dizendo que ele estava desgastado, muito próximo do limite. No nosso entendimento a situação era muito parecida, então em comum acordo decidimos pelo encerramento do ciclo, sempre respeitando demais o profissional. O Cuca tem todo nosso respeito, mas entendemos que o ciclo encerrou" iniciou o presidente.

"Tem uma outra situação que não disse: o fator principal é o resultado. Quando a gente não tem resultado, a pressão é muito grande. Então obviamente o Cuca tinha essa pressão por isso criou desgaste. Mas além disso a falta de evolução também criou desgaste. E tem uma posição que o representante do treinador nos passou ontem, é uma situação familiar que potencializou para que tivéssemos essa conversa" completou.

Questionado se Mano Menezes, do Cruzeiro, é o favorito para assumir o cargo, Galiotte respondeu: "Sobre outros treinadores, outros nomes, vamos tratar no momento certo. O técnico do Palmeiras é o Alberto Valentim. Até qualquer outra informação que passe aos senhores, o Alberto Valentim é o técnico do Palmeiras".

"Bancando" Valentim até a página 2, o presidente ainda reforçou: "O técnico do Palmeiras é o Alberto Valentim. Qualquer coisa diferente disso, caso ocorra, eu passo aos senhores. Temos 11 jogos, temos objetivo de estar na Libertadores. O Alberto Valentim é quem comanda a equipe".

Maurício Galiotte finalizou admitindo a parcela de culpa da diretoria por uma nova troca de técnico: "Claro que tivemos erros, senão teríamos conseguido títulos e não estaríamos falando em saída de treinador. Agora não é nossa filosofia troca de treinador, porém, em algumas situações somos obrigados a agir e neste caso entendemos que era necessário. Em 2015 e 2016 tivemos troca de treinadores e fomos campeões. A nossa ideia é que quando mais tempo o treinador tenha para treinar, maior chance de resultado, mas não temos a receita pronta, por isso em alguns momentos são necessários ajustes".
 
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