Por Eduardo Luiz, da Redação PTD - 22/11/2018 - 14:02h.
PTD fala com Maurício Galiotte e com Genaro Marino, candidatos à presidência
No sábado, dia 24/11, os sócios do Palmeiras elegerão o presidente para o triênio 2019-2020-2021. Atual presidente, Maurício Galiotte tentará a reeleição contra Genaro Marino, que se elegeu primeiro vice-presidente de Galiotte na eleição de 2016, mas que rompeu com o atual mandatário.

Em entrevista exclusiva ao Palmeiras Todo Dia, Galiotte e Genaro falaram de suas propostas e esclareceram algumas das principais dúvidas da torcida relativas a patrocínio, permanência do diretor de futebol Alexandre Mattos, programa de sócio-torcedor, base, investimento, política, dentre outras. Elaboramos perguntas em comum aos dois candidatos e perguntas individuais. Confira abaixo as respostas, que estão em ordem de recebimento.



PERGUNTAS EM COMUM AOS DOIS CANDIDATOS

Por que os sócios do Palmeiras devem te eleger presidente do clube pelos próximos três anos?

Maurício Galiotte: Fizemos uma primeira gestão onde visamos evoluir em todos os níveis. Na área social, implantamos o serviço de transporte interno, reformulamos a lanchonete e inauguramos o Café 1914, reformamos e modernizamos o Ginásio poliesportivo, inauguramos a nova quadra poliesportiva, área de patinação e hóquei, quadra de piso rápido e dois paredões no tênis, reformamos a área da churrasqueira, entre outros. Administrativamente, obtivemos receita RECORDE em 2017: R$ 531 Milhões; superávit de R$ 57 Milhões; quitação de compromissos bancários e com fundos no valor de R$ 145 Milhões; Liquidação de passivos trabalhistas e cíveis da ordem de R$ 21.3 Milhões;  Inovações no Allianz Parque: Criação do Setor Família; Gratuidade para Crianças de 0 a 6 anos e o Projeto Torcedores do Futuro, que contemplam crianças do ensino público a assistirem os jogos do Palmeiras gratuitamente, quando mandante, exceto clássicos. Sustentabilidade Ambiental e Social: Projeto “Por um Futuro mais Verde” em Parceria com a SOS Mata Atlântica; Mães da Sé; Outubro Rosa, entre outras. No futebol, Modernizamos das instalações do Futebol de Base em Guarulhos; Clube com maior número de atletas em seleções Brasileiras de base; Protagonismo em competições Mundiais e Nacionais em todas as categorias de base. Fomos aclamados pela crônica especializada como o Melhor Plantel do Futebol Brasileiro; Retivemos e valorizamos os nossos Talentos Profissionais e disputamos todas as competições em condições de conquistar títulos, como manda a tradição palmeirense. Contamos com o apoio dos associados para continuar a crescer e evoluir ainda mais.

Genaro Marino: Em 2010, quando montamos um grupo para disputar as eleições no Palmeiras, tínhamos um norte claro do que precisava ser feito no clube. No pleito seguinte, quando o Paulo Nobre foi eleito, colocamos em prática todos os conceitos. O resultado todos sabem. Saímos de uma situação terrível e recolocamos o alviverde na posição de protagonista e vencedor. Para surpresa de todos, o atual presidente, que fazia parte daquele movimento e dizia pensar da mesma forma, jogou diversos conceitos por terra. Passou dois anos praticando atos contrários ao que acreditávamos. O efeito não é sentido tão fortemente, pois a estrutura que deixamos em 2016 é muito consistente. Mas, no médio prazo, esse modo de administrar do Maurício trará consequências graves. Não podemos retroceder.

Sendo eleito, pretende renovar o contrato do diretor de futebol Alexandre Mattos?

Maurício Galiotte: O Alexandre é um dos principais profissionais do futebol, com conhecimento destacado, um ganhador, comprometido e é nossa ideia, sim (mantê-lo). O contrato termina em dezembro e se for eleito farei todo o meu esforço para renovar.

Genaro Marino: Fomos nós que contratamos o Mattos e sabemos do potencial dele. Aliás, à época, o Maurício até tinha preferência por outro profissional, mas o Paulo acabou entendendo que esse era o melhor caminho. E, de fato, foi. Como o atual mandatário afastou todos os seus vices da administração do clube, estive distante do Mattos nos últimos meses. Um dos meus primeiros atos como presidente eleito será sentar com ele e ouvir qual é o pensamento e planejamento dele para o futuro. Com isso, teremos condição de tomar a melhor decisão.

Sendo eleito, pretende manter o gerente de futebol Cícero Souza como funcionário do clube?

Maurício Galiotte: Outro grande e competente profissional que faz um trabalho excelente. Nossa ideia é dar continuidade ao que dá está dando certo.

Genaro Marino: É um caso muito semelhante ao do Mattos. Mas entendo que o adequado é esperar a confirmação do título para discorrer sobre esses temas.

Sendo eleito, pretende manter o técnico Luiz Felipe Scolari?

Maurício Galiotte: Felipão dispensa comentários. A própria história dele com o Palmeiras fala por si só. É um comandante identificado com as nossas cores e valores.

Genaro Marino: Eu trouxe o Felipão de volta ao Palmeiras em meados de 2010, na época em que era diretor de futebol. Ele tem contrato até o final de 2019 e elevou o desempenho do time aos patamares que precisávamos. Não será necessária uma discussão sobre o caso.

Sendo eleito, pretende renovar o contrato de patrocínio com a Crefisa/FAM?

Maurício Galiotte: Sou um defensor de uma boa relação com nossos parceiros. É inegável que com a chegada da Crefisa/FAM no Palmeiras, mudamos de patamar. Vamos valorizar ainda mais essa relação para sermos protagonistas em tudo.

Genaro Marino: Nós queremos, sim, que a Crefisa e a FAM continuem como patrocinadoras. É um negócio que é bom para as empresas e bom para o Palmeiras. Somado ao fato de que a representante das patrocinadoras se diz apaixonada pelo clube, não vejo razão para que isso não continue.

A não permanência da Crefisa/FAM acarretaria em quais mudanças no futebol do Palmeiras? O clube conseguiria manter o mesmo nível do elenco atual?

Maurício Galiotte: Um poder de investimento menor.

Genaro Marino: Como disse, quero que permaneçam, pois é um acordo vantajoso para as partes. No entanto, é possível manter o nível (ou até melhorar) caso ela decida retirar o patrocínio, nada obstante as diversas declarações de amor ao clube. O aporte de Crefisa e FAM representa cerca de 13% da nossa receita. A perda não seria tão grande como parece. E já temos apalavrado com uma outra empresa, caso eles saiam. A reposição seria, no mínimo, semelhante ao estado atual. Não há preocupações com o futebol e com os investimentos no setor, qualquer que seja o cenário.

Quais são seus planos para o futebol profissional do Palmeiras?

Maurício Galiotte: Manter um time sempre competitivo e com condições de disputar todos os títulos que participarmos.

Genaro Marino: Precisamos, urgentemente, otimizar o investimento. Gastamos muito em relação ao retorno. É perfeitamente possível ter um resultado tão bom, ou melhor, com menos gastos. O presidente atual parece ter delegado totalmente o departamento de futebol e na nossa visão perdeu o controle de algumas coisas. Vimos essa semana, por exemplo, números absurdos que foram divulgados com comissão de jogadores. Absurdamente exagerado e desnecessário. Na época do Paulo havia a supervisão dele. Não nos parece que o Maurício faça o que tem que ser feito para defender os interesses do clube.

A base do Palmeiras será melhor aproveitada na sua gestão?

Maurício Galiotte: Dispensamos uma atenção às categorias de base sem precedentes na história do Palmeiras. Tanto que os resultados provam essa excelência. Somos o clube que mais cedeu atletas às seleções brasileiras e por dois anos consecutivos disputamos as finais do Campeonato Paulista em todas as categorias. Conquistamos as principais taças do Brasil em todas as categorias (Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro) e o mundial sub-17. Naturalmente, todo esse trabalho visa alimentar o futebol profissional e faremos essa transição com critério e zelo.

Genaro Marino: Eis outro exemplo de erro crasso na administração do futebol. O Paulo deixou uma base com estrutura de primeira linha e com resultados excelentes, que inclusive continuam acontecendo. Mas de que adianta tudo isso se o profissional não dá espaço para essa produção? Concordo que, com o calendário, precisamos de dois jogadores de ponta por posição. Mas o terceiro tem que ser da base. O Maurício abandonou essa filosofia.

Pretende investir no CT de Guarulhos? (estrutura e equipamentos)

Maurício Galiotte: Já melhoramos muito o nosso Centro de Treinamentos nos últimos dois anos. Com toda a certeza, vamos dar ainda mais atenção para mantermos o nível de excelência que o futebol de base exige, oferecendo o que há de melhor aos nossos profissionais e atletas.

Genaro Marino: Vamos retomar os investimentos que foram feitos na gestão 2013/2016. Os títulos que estamos conquistando ultimamente em todas as categorias são reflexos desse investimento. Esse foi mais um pilar que o Maurício deixou de lado. Isso precisa voltar, sob pena de jogarmos fora o que foi desenvolvido.

Qual será seu relacionamento com a Federação Paulista de Futebol e com a CBF?

Maurício Galiotte: Vamos cumprir os regulamentos das competições e exigir sempre a lisura e lealdade nessas disputas. A federação que faça o trabalho dela lá, e eu faço o meu trabalho aqui. O Palmeiras, institucionalmente, estará em campo.

Genaro Marino: Podemos (e muitas vezes devemos) discordar das entidades que comandam o nosso futebol. Algumas vezes um embate pode até ser necessário. Mas sempre com nível que o cargo de presidente impõe. Desrespeitar qualquer dessas entidades, sobretudo quando é para fazer teatro com o intuito de jogar para a torcida, é uma falta de consideração com nossa própria história.

Qual papel terá o ex-presidente Mustafá Contursi na sua gestão?

Maurício Galiotte: Por ser um ex-presidente, ele é um membro nato do Conselho de Orientação e Fiscalização, logo participa da vida do clube nessa esfera, independente de qualquer que seja a gestão. Na diretoria executiva, ele não terá participação.

Genaro Marino: Muita gente pergunta se o Mustafá faz parte do nosso grupo. Quero deixar claro que não faz e nem fará parte da nossa gestão. Mustafá foi o responsável pela carta que, de forma ilegítima, possibilitou a candidatura da Leila ao CD. Mustafá apoiou o nome do Maurício como substituto do Paulo Nobre na eleição anterior. Então eu pergunto: quem, de fato, tem o apoio do Mustafá?

Pretende manter a precificação praticada atualmente no Allianz Parque, cuja taxa de ocupação média é de 70%?

Maurício Galiotte: Um percentual reduzido de torcedores pagam o valor cheio do ingresso (inteira), posto que, temos  o programa de sócio-torcedor Avanti, Setor Família com Gratuidade para Crianças de 0 a 6 anos, o programa Torcedor do Futuro, a meia entrada, entre outros. A taxa de ocupação no Allianz Parque é a maior do Brasil. O valor médio do ingresso por volta de R$66,00  é muito próximo ao cobrado por outros clubes que contam com arenas de alto padrão.

Genaro Marino: Na gestão de 2013/2016, com o apoio do Luis Fronterotta, que hoje integra nossa chapa como vice, e do Marcio D’ Andrea, desenvolvemos uma mecânica de precificação para alcançar uma renda necessária, mas que não baixasse a taxa de ocupação média. Vamos retomar esse método e colocar um preço que possibilite aumentarmos essa taxa. Um exemplo de que esse método foi abandonado pela gestão atual foi o jogo contra o Cruzeiro, na Semifinal da Copa do Brasil, quando tivemos apenas 32 mil pessoas, público abaixo do esperado para um jogo dessa importância.

O que pode ser feito para melhorar o programa de sócio-torcedor? Direito a voto é uma possibilidade?

Maurício Galiotte: A questão do direito a voto é algo que deve ser discutido no Conselho Deliberativo. Uma discussão mais ampla e colegiada. Sobre o Avanti, teremos novidades a partir do próximo ano.

Genaro Marino: Essa é mais uma prova de que o Maurício abandonou conceitos e pontos essenciais, pois estava mais preocupado em fazer política e agradar amigos. Um dos nossos maiores feitos na gestão de 2013/2016 foi transformar um programa quase deficitário em uma das principais fontes de renda do clube. Saímos de 8 mil para 120 mil sócios. O atual presidente ignorou o sócio-torcedor. Não houve nenhuma mudança positiva, e as reclamações só aumentam. Ele conseguiu perder cerca de 60 mil sócios em dois anos. É um completo absurdo. Sobre direito a voto, penso que essa decisão precisa ser ampla. Não pode ser tomada apenas pela opinião do presidente. Precisamos aprofundar e encontrar a melhor solução.

O clube não poderia assumir a gestão do Avanti?

Maurício Galiotte: Nós já incorporamos boa parte da gestão, tal como, relacionamento e controle de acesso. Estamos trabalhando para agregar outras melhorias.

Genaro Marino: Esse era um caminho que vinha se desenhando ao final da gestão do Paulo. Por algum motivo que desconhecemos, esse processo parece ter sido desacelerado. Consequência ou não, vemos em todos os jogos o sofrimento pelo qual passa o torcedor na hora de comprar seu ingresso.

O que pode ser feito para melhorar a condição do gramado do Allianz Parque?

Maurício Galiotte: No início de 2018 já melhoramos muito essa questão. Constantemente a administradora faz trocas do gramado, a fim de que possamos ter a melhor qualidade possível.

Genaro Marino: Retomarmos uma gestão mais presente no relacionamento com a WTorre. Essa questão parece ter sido largada, nada evoluiu em 2 anos, nem mesmo os processos de Arbitragem. A única preocupação do atual presidente ao longo do seu mandato foi comprar convites, com o dinheiro do clube, para levar amigos, diretores e Conselheiros para assistirem shows no camarote. Exemplo de má gestão do dinheiro do Palmeiras. Qual o interesse do Palmeiras em gastar uma fortuna com ingressos e catering de shows para Conselheiros e Diretores? Mais um conceito abandonado pelo Maurício.

O que pode ser feito para que o Palmeiras não mande tantos jogos fora da arena?

Maurício Galiotte: É uma questão de agenda. Ela é construída com antecedência entre as partes. A Wtorre reserva as datas para seus eventos, baseado no calendário dos jogos. Mas, sempre há um ou outro ajuste que deve ser feito ao longo do percurso.

Genaro Marino: Falta planejamento e melhor comunicação com a construtora.

O relacionamento com a WTorre será um problema?

Maurício Galiotte: Pelo contrário. Foi na nossa gestão que melhoramos essa relação.

Genaro Marino: De forma alguma. O relacionamento é institucional e deve existir. Precisamos levar essa relação a um patamar que seja vantajoso para ambos. É inadmissível, por exemplo, que em 2 anos pouco ou quase nada tenha mudado. Continuamos sem museu ou ao menos uma sala de troféus. A área do restaurante panorâmico continua sem utilização.

O Palmeiras é um dos três clubes que ainda não assinaram com o Grupo Globo para 2019 (PPV e TV aberta). Pretende assinar?

Maurício Galiotte: Estamos conversando, tendo em vista encontrar uma solução que seja confortável para ambas as partes.

Genaro Marino: Como o Maurício fez questão de excluir os todos os vices da gestão, não tenho conhecimento do atual estágio dessa negociação. O que posso garantir é que, seja qual for a decisão que tomaremos, será o melhor para o clube.

Recentemente o Esporte Interativo encerrou seus dois canais esportivos, e transmitirá jogos em canais de séries e filmes. Alguns dos clubes que assinaram com o EI a partir de 2019 cogitam rescindir o contrato por considerarem quebra de contrato. Na sua gestão, qual será o posicionamento do Palmeiras?

Maurício Galiotte: Temos um contrato assinado e pretendemos cumpri-lo. Contudo, estamos sempre atentos às movimentações de mercado visando proteger os interesses da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Genaro Marino: Acho que é muito semelhante ao que disse anteriormente. Precisamos tomar pé de como estamos nesse caso para podermos ter uma avaliação precisa. Temos que seguir sempre o caminho que defenda os interesses do Palmeiras.

Terminaremos o ano novamente com graves erros da arbitragem contra o Palmeiras, em momentos decisivos de vários campeonatos. O que pode ser feito para que isso não se repita já a partir de 2019?

Maurício Galiotte: Nos manifestamos publicamente diversas vezes a esse respeito. Os fatos mais claros foram os ocorridos na final do Campeonato Paulista e a semifinal da Copa do Brasil nessa temporada. Erros capitais que nos causaram grandes prejuízos. Vamos lutar sempre pelo interesse do Palmeiras em todas as esferas, como assim o fizemos, além de defender uma qualificação das arbitragens e do uso da tecnologia para benefício do futebol.

Genaro Marino: Quando não se cultiva relacionamento com as entidades que comandam o futebol, fica-se mais suscetível a esse tipo de situação. Depois não adianta dar entrevista jogando para a torcida. A atuação precisa ser constante. O atual presidente tinha outras prioridades, focou na política interna do clube, por isso chegamos a esse estágio.

Em seu mandato, o Palmeiras investirá em outros esportes?

Maurício Galiotte: Vamos retomar o time de futebol feminino na próxima gestão. Além disso, temos uma categoria de base do basquete, futsal, judô, hóquei in line, patinação, ginástica, arco e flecha entre outros esportes que mantemos no clube, com inúmeras conquistas e resultados expressivos, formando grandes atletas para o cenário nacional. O incremento em investimento nas modalidades esportivas é um compromisso da nossa gestão.

Genaro Marino: Somos, por essência, uma Sociedade Esportiva. Queremos retomar nossa referência em outras modalidades. Não há explicação para o que aconteceu nesses dois anos. Arrecadamos mais do que em toda história, gastamos mais do que em toda história e nada foi feito para esses esportes.

O que pensa a respeito do cerco feito pela PM nas ruas ao redor do Allianz Parque em dias de jogos?

Maurício Galiotte: A Polícia mostrou vários relatórios, entre eles o número de ocorrências na Palestra Italia em dias de jogos. Eram cerca de cem ocorrências por jogo, roubo de celular, de carteira. Depois do cerco caiu para oito, cinco. Não tenho argumento para pleitear mudança.

Genaro Marino: A festa do torcedor em volta do estádio é linda e faz parte da nossa tradição. Mas as autoridades estão irredutíveis com relação ao caso. E eles possuem argumentos difíceis de serem contestados. Tentaremos no mínimo reavaliar essa questão, que realmente incomoda a todos.

Pretende promover mudanças estatutárias? Quais?

Maurício Galiotte: Já tivemos uma importante reforma estatutária recentemente, entretanto esse é um assunto de competência do Conselho Deliberativo.

Genaro Marino: As mudanças estatutárias não são decisões presidenciais, mas o poder executivo pode ajudar. Em 2013, montamos dentro da diretoria uma comissão para a reforma do estatuto. Dentre as várias propostas havia, por exemplo, a mudança do mandato para três anos e modificações no modelo de conselheiros vitalícios, mas jamais se cogitou que aquelas propostas beneficiariam a gestão no comando, que foi o que ocorreu agora. Acreditamos que ainda há questões que precisam ser alteradas, mas pensando no Palmeiras em 1º. lugar, não para conceder benesses políticas nem para casuísmos que beneficiam apenas o presidente e seus apoiadores.



PERGUNTAS AO CANDIDATO MAURÍCIO GALIOTTE

Você foi eleito com apoio do ex-presidente Paulo Nobre, que hoje apoia o candidato da oposição. Qual motivo do rompimento?

Ele não concordava com algumas posições que tomamos no início da nossa gestão e espontaneamente preferiu se afastar da vida do clube.

Você teme que o apoio do ex-presidente Paulo Nobre ao seu opositor possa definir a eleição a favor dele?

A decisão é do associado. No dia 24 de novembro teremos a resposta.

Qual papel terá a conselheira Leila Pereira em seu mandato?

Como conselheira, o mesmo que todos os demais 276 membros desse importante colegiado. Ou seja, trabalhar em prol do Palmeiras.

Seria prematuro afiançar seu apoio a uma eventual candidatura de Leila à presidência para o triênio 22/23/24?

Prematuro qualquer coisa. Até lá, temos muito tempo.

A mudança no contrato com a Crefisa foi lesiva ao Palmeiras?

Tenho convicção que não. Não teve mudança na essência, o compromisso do pagamento sempre existiu.

As várias vendas de jogadores em 2018 têm relação com a dívida contraída junto à patrocinadora?

Não. Tanto que o Palmeiras fechou o primeiro semestre de 2018 com um superavit de aproximadamente R$ 41 milhões. O superavit foi alcançado graças à receita de aproximadamente R$ 375 milhões até o final de junho. O orçamento palmeirense prevê arrecadação por volta de R$ 465 milhões até dezembro de 2018. Porém, a previsão não calculou eventuais vendas de atletas.

Você prometeu que ao final do seu mandato atual o Palmeiras estaria livre das dívidas. A promessa será cumprida?

Quitamos os compromissos bancários e com fundos no valor de R$ 145 Milhões. Liquidamos passivos trabalhistas e cíveis da ordem de R$ 21.3 Milhões. Não deixarei dívidas não lastreadas para sucessores.

Por que adiantou o pagamento da dívida com o ex-presidente Paulo Nobre, já que a mesma estava equacionada e especialistas declararam publicamente que não seria necessário adotar tal medida? Foi uma decisão política?

Era uma meta nossa, em respeito a alguém que muito fez pelo Palmeiras num momento muito delicado de nossa história.

Qual o principal acerto e o principal erro do seu mandato? Arrepende-se de algo?

Procurei defender sempre os interesses do Palmeiras, equacionar as finanças, ser protagonista no futebol, investir no clube social, aprimorar o trabalho nas categorias de base, entre outros. Hoje, podemos afirmar que o nosso clube é referência administrativa e esportiva. Sobre os erros e acertos, acredito que essa análise cabe a cada palmeirense.

O PTD agradece pela entrevista. Fique à vontade para deixar sua mensagem final.
 
O candidato não enviou uma mensagem final.



PERGUNTAS AO CANDIDATO GENARO MARINO

Você é o atual primeiro vice-presidente, mas rompeu com o presidente Maurício Galiotte. Qual motivo do rompimento? (político ou administrativo)

O principal motivo está acima de política ou administração. Ele é ideológico. O Maurício traiu quase todos à sua volta. Todos os responsáveis por ele se tornar Presidente do Palmeiras. Traiu o grupo que se juntou para tirar o clube da situação falimentar em que se encontrava. Traiu amigos. Traiu pessoas de cujas famílias ele frequentava. E, acima de tudo, traiu os nossos princípios. A base fundamental daquele grupo que assumiu em 2013 era que a SEP estaria acima de questões políticas e interesses pessoais. Isso teve consequências diretas no ambiente administrativo. Ele deixou nossos conceitos para agradar uma meia dúzia. Se ele continuar, fatalmente retomaremos o caminho que nos levou a momentos terríveis de nossa história.

Você teme que o apoio da conselheira Leila Pereira ao seu opositor possa definir a eleição a favor dele?

Eu acredito na capacidade de discernimento do sócio. Tem muita gente no clube que não foi convencida pelo discurso vazio do Presidente e não cedeu aos agrados que estão sendo distribuídos. Por isso insisto na mensagem de que os atuais patrocinadores são importantes, quero que eles fiquem, mas não são fundamentais para continuarmos protagonistas. Muito menos podem ingerir na gestão do Palmeiras.
 
Qual papel terá o ex-presidente Paulo Nobre em seu mandato?

O Paulo é um amigo de mais de dez anos. Amigo de verdade, que não trai. Tenho certeza de que ele poderá ajudar muito. Quero ele perto de mim, assim como estivemos perto dele. Independentemente de ter ou não um cargo específico.
 
Na sua opinião, qual principal erro do mandato atual do presidente Maurício Galiotte? E o maior acerto?

O principal erro foi ter abandonado o planejamento e conceitos que vinham sendo construídos e aplicados, voltando para a velha política. O resto é tudo consequência dessa decisão. Como, por exemplo, transformar um investimento do patrocinador em uma dívida de R$ 150 milhões para o clube. Um absurdo completo. Criamos um passivo com o próprio patrocinador, que é corrigido mensalmente.
O maior acerto foi trazer o Felipão de volta, pois isso salvou o ano. Mas não podemos deixar que os inúmeros erros cometidos até então sejam esquecidos.

A presidente das patrocinadoras já sinalizou que pode não renovar o contrato caso você seja eleito. O que pensa a respeito?

Como disse anteriormente, eu acredito que ela vá continuar. Para o negócio dela, esse patrocínio já se mostrou excelente. Se somarmos isso ao amor que ela declara ter ao clube, não tem por que sair.

Caso seja eleito e perca o patrocínio da Crefisa/FAM, conseguiria repor rapidamente? Já tem alguma negociação em curso nesse sentido?

Já temos uma empresa que entraria no caso de ela sair. Está tudo apalavrado. Se ela sair, eles entram. E o investimento pode ser até maior do que o atual.

Caso seja eleito, como será o relacionamento da sua diretoria com a torcida do Palmeiras (comum e organizadas)?

Não pretendemos criar diferenciações entre torcedores. Todos são palmeirenses da mesma forma. E procuraremos tratar da mesma forma. Eles são os verdadeiros donos do Palmeiras. E isso precisa ser devolvido a eles.

O "Setor Família" do Allianz Parque, com gratuidade para crianças de até seis anos, será mantido caso venha a eleição?

Sim. Não só vamos manter como vejo possibilidades de melhorar as condições do torcedor que frequenta esse espaço.

O PTD agradece pela entrevista. Fique à vontade para deixar sua mensagem final.
 
Caro sócio,
Hoje comparamos a realidade atual do clube com o que vivíamos até 2013 e nos sentimos confortáveis e satisfeitos com o que há. Concordo que hoje a situação é muito melhor. Mas não podemos deixar que aquele cenário volte. Se o atual presidente continuar no comando do Palmeiras, o risco de isso acontecer no médio prazo é relevante. O atual estágio dificulta essa leitura. Mas não podemos deixar isso acontecer. As atitudes do atual Presidente são a prova de que ele não merece mais 3 anos à frente do clube. A transformação de investimento/doação em dívida para o Palmeiras é a prova de que ele não coloca o Palmeiras em primeiro lugar. As inúmeras benesses a Conselheiros, Diretores e amigos são a prova de que ele pratica a velha política, que é e sempre foi maléfica ao clube.
Isso tem que acabar.
No dia 24, vote 200.
Avanti Palmeiras
____________________________________

Maurício Galiotte, da Chapa 100, tem como candidatos a vices Paulo Roberto Buosi, Décio Perin, Alexandre Zanotta e José Eduardo Luz Caliari.

José Carlos Tomaselli, Ricardo Galassi, Luis Henrique Fronterotta e Guilherme Gomes Pereira compõem a Chapa 200, de Genaro Marino.
 
Vai comentar? Leia e respeite nossas regras
 
Para comentar usando o plugin do Facebook clique aqui
 
 
comments powered by Disqus
 
Os comentários feitos neste espaço não representam a opinião do Palmeiras Todo Dia. A responsabilidade sobre eles são de seus respectivos autores.
Palmeiras Todo Dia | O Site Oficial do Torcedor Palmeirense!
 
 
Palmeiras Todo Dia - O Site Oficial do Torcedor Palmeirense!