Por Eduardo Luiz, da Redação PTD - 12/11/2019 - 11:47h.
5 curiosidades da famosa parceria do Palmeiras e da Parmalat
A era Parmalat foi marcada pelo fim de um jejum de quase 17 anos sem títulos – um dos mais longos entre os grandes clubes nacionais – e o início de uma era de vitória e glórias. Ao todo, durante a parceria que foi de 1993 até o ano 2000, o Verdão comemorou dois títulos brasileiros, três paulistas, dois torneios Rio-São Paulo, uma Copa do Brasil, uma Copa Mercosul, uma Copa das Campeões e a Libertadores.

Já fora dos gramados, a torcida comemorava a boa fase do Palmeiras, exalando uma confiança e paixão que perduram até hoje. Prova disso é a onda verde que toma os estádios pelos quais o Palmeiras passa ou mesmo a popularidade do clube nas casas de apostas esportivas, que crescem cada vez mais no Brasil. E caso você ainda não esteja inserido nesse universo, dentre os sites de apostas, o 1xbet é um dos mais completos, sendo a opção perfeita para que você realize seu palpite e mostre a confiança e o amor pelo Verdão.

E para celebrar essa parceria que trouxe tantos momentos de glória para o Palmeiras, mas que também foi marcada por conflitos, ídolos marcantes e uma relação de confiança, separamos abaixo algumas curiosidades sobre o acordo entre o Palmeiras e a Parmalat.



Contrato não assinado

O documento que firmaria o acordo entre o Palmeiras e a Parmalat, criando o vínculo entre as instituições, nunca foi assinado. De acordo com o presidente do clube na época, Carlos Facchina Nunes, todas as cláusulas previstas no contrato foram cumpridas sem a necessidade de assinatura. Ele guarda o documento até hoje em seu cofre.

“Eu quero esse rapaz”

Dentre as exigências feitas pela Parmalat para que o acordo junto ao Palmeiras fosse firmado foi a contratação de Edilson, o Capetinha. A demanda veio após o presidente da empresa na época, Giani Cridendi, se impressionar com o desempenho de Edilson quando assistiu uma partida em que o jogador atuava pelo Guarani. “Eu quero esse rapaz”, bradou entusiasmado.

Quem decide?

Uma das cláusulas presentes no contrato entre o Palmeiras e a Parmalat previa que, caso os dois lados não chegassem a um acordo sobre algum ponto, a decisão do clube deveria ser acatada. Foi o que ocorreu, por exemplo, em 1994, quando a equipe disputava a Libertadores. De acordo com Brunoro, foi da equipe a decisão de excursionar pela Ásia antes da partida que seria disputada contra o São Paulo nas oitavas de final. Até hoje os torcedores e nomes ligados ao Verdão na época apontam a viagem para um fator decisivo para a derrota do clube, que era o favorito na competição.

Investimento em craques

Uma informação que pode ser uma surpresa para muita gente é o fato de que alguns dos craques que foram para o Palmeiras devido ao acordo com a Parmalat não custaram tanto quanto poderíamos imaginar. Acontece que a parceria com a empresa serviu como uma garantia para os jogadores, o que facilitou o processo de contratação. “O jogador mais caro foi o Edmundo, que custou 1,2 milhão de dólares. O Roberto Carlos custou 500 mil dólares. Os jogadores queriam vir para a Parmalat porque viam como ponte para a Europa e sabiam que não haveria calote”, explicou José Carlos Brunoro, que fazia parte da operação pela Parmalat.

Maradona

No intuito de potencializar sua estratégia de marketing, a Parmalat desejava a contratação de um nome de peso no futebol para servir como o rosto de toda a campanha. A nome escolhido não foi outro senão o do craque Diego Maradona, mostrando que havia muito espaço para sonhar nessa parceria, ainda que, nesse caso, o sonho não tenha durado muito. Representantes da empresa viajaram até a Argentina para realizar a proposta aos empresários do astro argentino, mas Maradona sequer cogitou a possibilidade de atuar no Brasil.
 
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