Por Eduardo Luiz, da Redação PTD - 11/12/2008 - h.
Valdivia: prefiro o Caio Junior

Em entrevista ao Pelé.Net, Mago revela mágoa de Vanderlei Luxemburgo e reafirma vontade de retornar ao Palmeiras.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:


Pelé.Net - O que você acha do Vanderlei Luxemburgo?
Valdivia -
É um treinador que tem uma carreira definida, com muitos títulos. Além disso, ele tem sorte de sempre estar em times competitivos. Meu contato com ele foi sempre na porrada. Ele falava na porrada, mas me aconselhava também.

Pelé.Net - Existe uma mágoa sua em relação a ele?
Valdivia -
Ah, cara... (silêncio por alguns segundos). Sempre que me perguntam sobre treinador eu falo do Caio Júnior. Não tem outra pessoa que me ajudou mais do que ele. Gosto mais do Caio do que do Vanderlei. É a pessoa que mais confiou em mim. Tivemos uma relação de pai para filho.

Pelé.Net - Qual é o plano para a sua carreira?
Valdivia -
Pretendo cumprir meu contrato aqui, para que não fiquem bravos comigo. Vou ficar aqui enquanto gostarem do meu futebol. Se eu não estiver agradando mais, claro que é hora de mudar.

Pelé.Net - Como foi a adaptação nesses primeiros meses?
Valdivia -
Foi bom. Não tem sido uma coisa difícil. Claro que é diferente, as pessoas são diferentes. Mas isso não é problema, porque estou com a minha família aqui. Volto do treino pra casa, assisto TV, vamos ao mercado, ao shopping. É quase a mesma coisa do Brasil. Lógico que eles têm o jeito deles, a religião é diferente, a 'mulherada' é mais privada. Mas aqui existem pessoas da Europa, Espanha, Brasil, Chile...

Pelé.Net - E o contato com os torcedores? Sente falta do carinho dos palmeirenses?
Valdivia -
Quando eu cheguei, falaram que eu ia sentir. As pessoas aqui são mais frias, mas elas te conhecem. A cidade aqui é como Campinas ou Rio Claro, o único time é o nosso, todo mudo conhece e o torcedor gosta. As pessoas te param para tirar foto, mas não tem isso de autógrafo. Claro que não é como no Brasil, onde a cada cinco passos que eu dava tinha que tirar uma foto.

Pelé.Net - Como é o idioma. Você fez amigos por aí?
Valdivia -
O idioma que uso aqui é o inglês, por isso nem me preocupei em ter um tradutor. Até tento falar um pouco a língua deles, entender. Tem outros três brasileiros no time, o auxiliar técnico é brasileiro. O André Dias [ex-Vasco] mora do meu lado. Tem muito 'brazuca' aqui que faz churrasco. O pessoal é gente boa no clube, bate um papo. Não é como em São Paulo, no Palmeiras, mas também não é como as pessoas imaginam. A cidade é boa. Quando quero fugir para praia, pego o carro e em uma hora estou lá.

Pelé.Net - Você se arrependeu de ter ido para o Oriente Médio?
Valdivia -
As pessoas ficaram na dúvida no começo, disseram que o ideal não era eu sair do Brasil e ir para os Emirados Árabes. Mas não estou arrependido. Sou um cara feliz aqui, tenho tudo que sempre tive, a felicidade de ir para o treino com pessoas de qualidade, minha família... Claro que não é como a Europa, mas nunca tive arrependimento.

Pelé.Net - Como você acompanhou o final do Palmeiras no Campeonato Brasileiro?
Valdivia -
Depois daquele jogo contra o Santos [vitória por 2 a 1, com gol no último minuto], achei que daria certo e conquistaria o título. Ali vi que o time batalhou e ganhou um jogo difícil. Quando ganha uma partida assim, fica com mais moral. Depois perdeu para o Grêmio e ali o campeonato acabou. Fiquei triste, porque queria ver o Palmeiras campeão. Deixei muitos amigos lá.

Pelé.Net - O que achou de o Kléber assumir o seu papel de xodó da torcida?
Valdivia -
O torcedor palmeirense gosta de jogador lutador, além de ter qualidade. O Kléber tem muita raça, luta pra caramba e joga muito. Por isso o torcedor se identificou com ele. Ele é o que mais lutava, tomava porrada, e o tribunal ainda ficava no pescoço dele tentando suspendê-lo. Fico feliz de saber que o torcedor gosta dele. E tem o Marcão também, mas esse nem precisa falar pela história que tem no clube. É um ídolo.

Futuro: Sou jovem ainda e claro que desejo jogar na Europa. É um sonho de qualquer jogador. Mas tenho certeza que um dia vou voltar. Meu sonho é terminar a carreira no Palmeiras e disputar uma Libertadores, porque nunca disputei.
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Eduardo Luiz
eduardoluiz@palmeirastododia.com

 
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