Por Eduardo Luiz, da Redação PTD - 09/10/2011 - 17:56h.
Apático, Palmeiras cai na Vila
Por Eduardo Luiz  eduardoluiz@palmeirastododia.com

Em função dos cinco desfalques (Marcos, Cicinho, Valdivia, Luan e Kleber), Felipão optou por armar o time com três zagueiros e com Pedro Carmona sendo o único responsável pela criação das jogadas. Na primeira investida santista, porém, a marcação vacilou, pois apenas assistiu a uma troca de passes dos zagueiros adversários: Bruno Rodrigo ajeitou para Durval cabecear rente à trave direita de Deola.

A resposta do Verdão não demorou e veio em dose dupla, em duas jogadas de bola parada. Na primeira, aos 7 minutos, Assunção levantou  na área, a zaga afastou e no rebote Pedro Carmona carimbou um defensor. Aos 10 o volante arriscou direto, Rafael consegiu desviar de leve e ainda viu a bola acertar o travessão.


Com a bola rolando, o time do técnico Luiz Felipe Scolari chegou pela primeira vez aos 14 minutos. Henrique avançou pela direita e cruzou; o passe seria para Maikon Leite, mas Fernandão se antecipou e concluiu torto, para fora. Após o começo movimentado, o clássico caiu de rendimento e só foi ter lances de perigo nos minutos finais.


Aos 38 Borges rolou para Alan Kardec chutar prensado; a bola bateu em Henrique e saiu em escanteio. Aos 44, Maikon Leite puxou um rápido contra-ataque e finalizou cruzado; a melhor opção seria passar para Pedro Carmona ou para Fernandão. No último minuto da etapa inicial o Santos ainda acertou o travessão de Deola com Alan Kardec.


Na etapa final o Santos voltou melhor. Aos 4 minutos  Borges fatalmente faria o gol se não fosse prensado por Chico. Na sequência, o Palmeiras puxaria o contra-ataque se Ibson não parasse a jogada com falta em Fernandão; ele já tinha um cartão e deveria ter sido expulso, mas o juiz relevou. Aos 6 Léo cruzou pela esquerda na cabeça de Alan Kardec e Deola eviou o gol com uma bela defesa.


Aos 9 minutos, de novo a arbitragem prejudicou o Verdão. Maikon Leite ganhou na corrida de Durval, que empurrou o camisa 7 dentro da área, mas novamente o juiz nada marcou. O lance foi o último de Maikon Leite, substituído logo em seguida por Ricardo Bueno. Aos 12 Gabriel Svila fez boa jogada pela esquerda e cruzou; a zaga falhou e a bola sobraria livre para Márcio Araújo, mas o assistente já havia assinalado impedimento, que não exisitiu.


A arbitragem parecia decidida em prejudicar o Palmeiras. Aos 16 Márcio Araújo errou um chute e a bola sobrou para Deola, que segurou com as mãos, mas o ábitro entendeu como recuou e assinaltou tiro indireto. Na cobrança Henrique recebeu e chutou, mas seu xará Palmeirense interceptou. Sem a ajuda do trio do apito, o Santos chegou aos 19 com Durval, mas a cabeçada do zagueiro parou em Deola.


De tanto insistir, a equipe da baixada conseguiu abrir o placar aos 29 com Borges; Léo cruzou como quis, a zaga (mesmo com 3 homens) apenas ficou olhando o artilheiro do Brasileirão cabecear: 1 a 0. Após o gol Felipão trocou Márcio Araújo por Paulo Henrique, mas obviamente o panorama da partida não mudou. A chance do empate aconteceu aos 36 com Fernandão; o camisa 9 fintou seu marcador e bateu para ótima defesa de Rafael.


Nos minutos finais o Santos tratou de administrar o resultado, pois não vencia há três rodadas. Com a derrota, o Palmeiras permance com 40 pontos, cai na classificação e vê os rivais que disputam vaga na Libertadores abrirem uma vantagem praticamente irrecuperável.


Quarta-feira (12/10) o Palmeiras vai ao Rio de Janeiro para enfrentar o Flamengo. O jogo está marcado para 21h50.

 
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