"Não gosto de dar esperanças ao torcedor do Palmeiras" (25/05/2010)
 

Declarou o presidente da S.E.P. à Rádio Bandeirantes. A esperança ‘negada’, a volta de Luiz Felipe Scolari, retornara à pauta após a queda do terceiro técnico sob o mandato de Belluzzo.

Luxemburgo, Muricy, Zago. Quebra de hierarquia, resultado frustrado, (in)disciplina questionável. Razões oficiais para as sequentes quebras de contrato. Ou amadorismo, razão única que impede a continuidade do tão decantado planejamento com o qual se comprometeram os homens que comandam a S.E.P.. Modernidade, gestão e vitórias. Eis as esperanças que Belluzzo, então candidato à presidência, deu ao torcedor quando apresentou o Programa de Governo para o próximo biênio.

A Nação via na administração Della Monica (2007/2008) coligada ao, à época, ‘Muda Palmeiras’, o começo de uma nova era. No plano divulgado antes do pleito que o elegeu, o presidente firmava o compromisso de “prosseguir na linha mestra de trabalho introduzida na gestão atual, mantendo os acertos e promovendo os aprimoramentos necessários, com o objetivo de consolidar definitivamente um projeto vencedor de longo prazo”.

O documento previa, entre outros pontos anunciados para o Futebol Profissional, ampliar a parceria com a Traffic; criar uma equipe profissional e remunerada de observadores para aprimorar a seleção de atletas; estreitar o relacionamento entre o Palmeiras e os grandes do futebol mundial garantindo acesso ao mercado internacional; formar comissão técnica permanente vinculada unicamente ao Clube. 

Para o Marketing e para o Comercial, devidamente reconhecido o aumento do faturamento previsto e promovido até aqui, a proposta incluía algumas “ações principais” ainda não realizadas. Destaca-se a expansão e profissionalização de ambos os departamentos “por meio da contratação de especialistas exclusivamente incumbidos da missão de proporcionar maiores receitas e fontes alternativas de recursos”.

Alvissareira, a plataforma eleitoral faz de qualquer declaração pontual cautela vazia. É tarde demais, professor, para negar ao palmeirense esperança já concedida. Há cerca de um ano e meio, ao se apresentar, estendeu-nos a mão um “administrador por excelência para um Palmeiras cada vez mais imponente”. Com Felipão, ou não, o senhor tem pouco mais de seis meses para nos dizer como irá se despedir.

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