"Vou voltar a ser um grande jogador" (03/08/2010)
 

“Se antes eu trabalhava, estou me dedicando o dobro neste momento". Foram as palavras de Pierre, após treino na Academia na última quinta-feira. Palavra de Homem.


Ele teve a contratação questionada. Mais um volante? Não bastassem os da temporada anterior, o Palmeiras se reapresentava, em janeiro de 2007, apresentando à Nação outro cabeça-de-área, o sétimo do elenco. Improvável que fosse recebido com festa. No início, improvisado como terceiro zagueiro, teve a atuação criticada. Na posição de origem, exibiu números impressionantes. Nove desarmes por partida, eficiência em 90% dos passes... Ele teve a raça reconhecida e o nome cantado.

Pierre, guerreiro. Incansável, desafia a métrica. Em campo, ilusão de ótica, faz-se gigante e marca Golias. Fácil. Determinado, não entra em dividida para perder e sai da maioria carregando o produto do roubo com orgulho, levando a bola. Em 2008, teve a dedicação recompensada. Com a Camisa, segunda pele, marcou o primeiro gol e comemorou ensaiando embalar os gêmeos esperados. Enfim, campeão, ergueu a taça. Enfim, pai, embalou filho único. Dor maior compartilhada.

Pierre, ídolo. Líder, puxa o grito que antecede a guerra. – Pedimos ao nosso bom Deus, proteção ao nosso trabalho; que nada de mal nos aconteça... Líder, o Palmeiras ponteava a tabela do Brasileiro 2009 quando a zaga perdeu seu protetor. Uma grave lesão o afastaria dos gramados pelo resto do campeonato. Aguerrido, apostou corrida contra o prognóstico e venceu. Voltou antes do tempo previsto, mas não a tempo de proteger o título. No Olímpico, após o apito final, assumiu responsabilidade que não lhe cabia. 

Pierre, caráter. Pierre, que domingo completou 172 jogos honrando as cores de uma Sociedade habituada à superação, reconheceu a queda. "Tenho autocrítica, sei que o primeiro semestre não foi bom para mim”, mas garantiu que dará a volta por cima. Sendo quem é, não há espaço para dúvida. A ele sobram créditos conquistados. Cabeça erguida, guerreiro, porque grande você nunca deixou de ser. Força, guerreiro, é só mais uma batalha... – Quem vai ganhar? Nós!

Por Flavia Camargo
flavinha@palmeirastododia.com

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