"É tudo o que o palmeirense quer" (09/11/2010)
 

Título e vaga na Libertadores, tudo o que deseja o palmeirense, decretou Felipão, convocando a Nação para o jogo do ano, quarta-feira, contra o Atlético (MG).


Levantar uma taça este ano e disputar a conquista da América no ano que vem. Sim, é tudo o que quer o palmeirense... Neste momento. Para o amanhã, o palmeirense quer mais. Do futuro, o palmeirense espera mais. Mais títulos, inclusive, mas não só. Não só títulos avulsos, quando em vez, resultados esparsos. O palmeirense quer títulos, ou a chance real de disputá-los, todos os anos. Quer pontear tabelas, chegar às finais de todos os campeonatos. Sempre. 

Com a regularidade imposta aos grandes, ao Escudo gigante, de tradição que não tem sido honrada pelo presente, pelos presentes. Inaceitável que a Sala de Troféus da Sociedade Esportiva Palmeiras não acolha peça (inter)nacional recente. Inaceitável que a Nação prenda na garganta o grito campeão por mais de 900 dias. Inaceitáveis os quintos, sétimos e décimos lugares, as tantas eliminações precoces. Inaceitável o negativo acumulado nesta década.

O palmeirense quer a profissionalização da gestão sobre o Futebol e sobre os demais departamentos estratégicos. E quer direito a voto para eleger, sem intermediários, o presidente. O palmeirense quer dirigentes pioneiros, comandantes íntegros, probos e capazes. Homens dispostos à evolução. Homens que não esperam, fazem acontecer. O palmeirense quer o fim da insana guerra de vaidades, o fim da egolatria, o fim dos vícios comuns à politicalha... O fim dos males que assolam as alamedas. Quer modernidade, transparência, diálogo e consenso.

Que se promova o debate de idéias, não de pessoas. Que se altere o sistema político-administrativo, não os nomes nas placas. Que se concretize a urgente, necessária e ampla reforma estatutária. Que em algumas horas, milhões possam comemorar o avanço às semifinais da Sul-Americana. E que em algumas semanas, venham o título e a vaga a Libertadores 2011. É o que quer o palmeirense. Muito? Os fundadores do Palestra Itália, arrisco, responderiam que não. A História prova que eles fizeram muito mais... É chegada a hora da retribuição.          

Por Flavia Camargo
flavinha@palmeirastododia.com

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