"O Palmeiras não tem nada com isso" (23/11/2010)
 

Respondeu Vinícius sobre o confronto contra o Fluminense. O jogo, na penúltima rodada do Brasileiro, pode ser decisivo para o título... Alheio.


O atacante Vinícius Santos Silva entrou para a história alviverde na partida contra o Rio Branco, em março deste ano, pelo Campeonato Paulista. Com a estréia no Profissional, aos 16 anos, tornou-se o atleta mais jovem a vestir a Camisa do Palmeiras. Chegou ao Clube em 2007, para as bases, categoria infantil. É tempo suficiente para conhecer os bastidores que envolvem a imensurável rivalidade entre os dois grandes de São Paulo. Noventa e três anos de concorrência direta.

Uma disputa territorial que teve início em 1917, Palestra Itália 3x0. Passados mais de 34 mil dias, 334 jogos contados, são inúmeros os feitos memorizados. Em vantagem, a Nação tira onda. Goleada inesquecível em 33, 8x0 sem recíproca. E o grito de 74 _”zum, zum, zum, é 21”_ ainda ecoa. Na Libertadores, taça que o outro nunca viu, eliminações eternizadas. Ídolos apostos, narrou José Silvério: “deeefendeeeu Maaarcos”. Em nove decisões, fiel freguês, Palmeiras 6x3. Da década de ouro, 93. 

Eis que o destino, centenário desdém, conspirou em verde e branco. Entre o arquirrival e a faixa, plantou Palmeiras no caminho. E o futebol-ironia vestiu o Manto. Entrega? A Paráfrase desvia da ética. Não cabe à coluna levantar questão de tal complexidade. O espaço é insuficiente para pretensão sem tamanho. Que se registre, porém, o desejo esmeralda que toma o inconsciente coletivo. No próximo domingo, em Barueri, o palmeirense, à espera das finais da Sul-Americana, pretende (re)comemorar... O 0x1 adversário no placar.

Por Flavia Camargo
flavinha@palmeirastododia.com

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