"Está ficando uma situação insustentável" (22/02/2011)
 

Sentencia o atacante Kléber, sobre a ausência de títulos expressivos na Sala de Troféus do Palmeiras, durante a última década.


Ano 2000. Sérgio; Neném, Paulo Turra, Agnaldo e Jorginho; Fernando, Taddei, Juninho e Asprilla; Alberto e Basílio. Assim escalado por Flavio Murtosa, o Palmeiras entrou em campo para disputar a final da Copa dos Campeões, contra o Sport, em 25 de julho. No Rei Pelé, Maceió-AL, casa cheia, mais de 22 mil pessoas assistiram à partida, nem todas comemoraram. Em minoria, os palmeirenses que viram o Alviverde sagrar-se campeão nacional ainda não sabiam, mas eram privilegiados.

Passar-se-iam mais de dez anos, um título paulista e... Contando. Década-mácula, um desafio à imponência secular, quando morreu líder e nasceu campeão. Mas, se desde 1942, Palestra Itália não somos mais, tampouco temos sido Palmeiras Brasil. Há de se perguntar, não só a este, o atual, nem só àquele, o antecessor, mas a todos que, desde 2001, estiveram no comando: - Então, afinal, quem vocês pensam que nós somos?

(Visando melhor aproveitamento, há de se perguntar também: - Há quanto nos falta um 9?!)

Porque ao palestrino, ao palmeirense, italiano ou brasileiro, perder a identidade é inconcebível. Somos nação que não se encontra no presente. Que de um Escudo vencedor, relembra o passado e almeja o futuro. Saudade. Não só da faixa, não só do grito, mas do pioneirismo e da tradição que no Palestra/Palmeiras, paradoxal, sempre caminharam lado a lado. E da história de superação, cravada na pele, tatuagem. Nação que hoje, mesmo líder, olha e não reconhece o que vê. Insustentável.
 
Por Flavia Camargo
flavinha@palmeirastododia.com

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