Diretas sem o Sócio Torcedor (22/10/2012)
 
Hoje, dia 22 de Outubro, será realizada a continuação da reunião extraordinária que vai definir o formato das eleições presidenciais da SEP. O que poderia ser uma grande vitória para todo o palmeirense, será a perda de uma ótima oportunidade em dar um salto gigantesco na vida política do clube, pois poderíamos estar incluindo o Sócio Torcedor na votação do dia de hoje.

Participo da vida política já faz um tempo e tenho aprendido bastante como é a dinâmica dos movimentos políticos lá dentro; um tempo atrás eu até caía em certos discursos prontos como “não é o momento de tratarmos disso porque vamos prejudicar o time no campenoato” ou “precisamos fazer por etapas para aprovar as mudanças” ou pior ainda, “esse conselheiro ajudou o clube por mais de 30 anos e não merece ser expulso do clube por não ter tido “cuidado” com o dinheiro da SEP”...

Como já estou vacinado, percebi uma movimentação por grande parte dos conselheiros de diversos grupos, tanto da situação como da oposição, para que não fosse incluído o direito do torcedor do futebol de eleger o presidente do clube.

O primeiro passo foi restringir os artigos que poderiam ser modificados no edital de convocação, o que foi uma atitude totalmente autoritária e ditatorial que deixou complicada alterações necessárias, como a possibilidade do voto do Sócio Torcedor, diminuição do tempo para sócios do clube se candidatarem ao conselho, menos tempo para o sócio do clube votar e etc... Ficou clara a atitude anti democrática de enfiarem goela abaixo uma proposta que claramente deixou a desejar a grande maioria e por isso existiu um número expressivo de emendas para “tentar” consertar o requerimento (claro que algumas boas e outras ruins).

A falta de debate foi um dos grandes problemas do processo, o que ocasionou diversos problemas e que resultou em duas reuniões emergenciais nas últimas semanas para tentar chegar em um consenso sobre os diversos assuntos relacionados ao tema e para a reunião de hoje não se transformar em um caos, mas como era de esperar não seria em um curto espaço de tempo que todos chegariam a um denominador em comum. Apenas estou comentando sobre essas reuniões, pois o combinado foi que não seria divulgado para a imprensa a realização desses encontros para não atrapalhar o processo, mas como sempre as coisas vazam no Palmeiras, como aconteceu no (http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2012/10/grupos-politicos-do-palmeiras-fazem-pacto-por-dez-propostas-referentes-as-diretas/), achei importante falar sobre o encontro, que inclusive colocou frente a frente os autores do requerimento e o ex-presidente Mustapha Contursi.

Outro ponto que não posso deixar de criticar é a retirada da emenda que pede o voto direto do sócio do clube para 2013; não dá para entender qual é o critério usado pelo presidente do CD e a diretora jurídica da SEP em não colocar em pauta essa emenda legítima e que poderia antecipar o processo da democracia direta pelo associado.

Agora você como torcedor deve estar perguntando quando o sócio torcedor poderá votar, não é?

A minha resposta é: Não tenho a mínima idéia! Agora temos um problema enorme nas mãos que é o sócio do clube aprovar o voto do sócio do futebol (sim ele já existe no estatuto). Na minha avaliação e de diversos amigos conselheiros, temos a mesma visão que dificilmente o associado vai querer dar esse poder para o sócio torcedor sem ter uma GRANDE vantagem para ele no mesmo requerimento.

Entenderam?

Não adianta simplesmente fazer um novo requerimento ou mesmo o próximo presidente assinar o documento levando para deliberação o voto do sócio torcedor, porque no final das contas vamos ter que brigar novamente contra todo o conselho onde a grande maioria é contra e depois convencer os sócios a participarem da assembléia geral (precisamos ter um quorum mínimo de por volta 10% dos votantes +- 800 sócios com mais de três anos).

Acho que agora está dando para ter uma idéia da gravidade da situação, não é?

Uma maneira fácil de resolver toda confusão seria incluir o direito do voto do sócio do futebol (só para não esquecer, ele existe no estatuto da SEP) no mesmo artigo que vai dar poder ao voto do sócio do clube e depois dar um prazo de seis meses ou até um ano para regulamentar com calma todo o processo do sócio torcedor, dessa forma os dois teriam que ser votados juntos na assembléia de sócios e eliminaria o risco de não aprovarem o voto do sócio torcedor! Isso poderia ter sido feito com um pouco de bom senso e principalmente vontade política de alguns, mas infelizmente o que vemos é que o discurso que ouvimos das bocas de muitos, não reflete a realidade.

Enquanto vemos os clubes do sul dando o controle do clube para o pessoal que gosta do futebol, no Palmeiras perdemos uma chance de dar uma passo gigantesco a frente dos nossos rivais regionais e agora vamos ter que inventar alguma mágica para que o sócio do clube compre a idéia do sócio do futebol votar, mas podem ter certeza que não será nada fácil...
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