"1959" (25/03/2013)
 


O final da década de 50 apresentou eventos que marcaram a sociedade mundial e brasileira. Fidel Alejandro Castro Ruz, por exemplo, foi nomeado "Primeiro Ministro de Cuba.

O filme Ben-Hur é lançado nos cinemas e a TV Piratini inicia as suas atividades. Entretanto coube a Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976) o tiro de misericórdia, ao decretar a moratória junto ao Fundo Monetário Internacional.

Mas as notícias não paravam e agora alcançavam o futebol. O "Estadual de 1959" seria decidido em uma melhor de três jogos. A SEP era um dos candidatos ao título e seu adversário viria do litoral.

Depois de dois jogos com resultados iguais, o terceiro jogo prometia um término de campeonato sensacional e certamente a SEP seria um dos personagens principais.

A equipe litorânea tinha Pelé, mas o alviverde era puro entrosamento e objetividade. Sabia atacar quando o adversário acusava traços de fragilidade. Não foi surpresa Romeiro decretar o destino final.

Anos após o último título estadual, a abstinência era coisa do passado. A "Sociedade" voltava a comemorar. Era a máxima de 1942 ressurgindo aos olhos de seus admiradores: "Perecemos líderes e 're'nascemos campeões.

Aprendemos com as dificuldades que, não há obstáculos que não possam ser ultrapassados - quer seja uma repórter tendenciosa, ao improvisar um juízo de valor, ou o noticiário inoportuno informando um atraso salarial.

Aprendemos com as dificuldades e mesmo nas vitórias elas parecem intermináveis - talvez por nosso absoluto senso crítico, onde o que é perfeito também tem defeito.

Contudo, nos momentos mais turbulentos, "o espírito heroico de 59" parece voltar e reencarnar nos voluntariosos jogadores que militam em nossas linhas.

Mesmo que derrotados, sempre guardamos a esperança por um dia melhor - sintomatologia própria do palmeirense.

Voltaremos a ser grandes, independente do placar final! Está no código genético deste clube.

Pois: "Quanto mais ofendido, mais motivado à luta. Quanto mais levado ao suplício, mais sobrevivente."



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.


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