I.N.R.I. (01/04/2013)
 


Neste final de semana prolongado e tradicionalmente religioso percebemos que alguns assuntos abordados apresentaram o mesmo eixo.

O feriado pode ser sintetizado pelo viés da comunidade cristã e representar o ressurgimento de Jesus, mas os judeus alegam que a fuga de cativeiro egípcio tece melhor as tramas da História. Entretanto, o próprio “paganismo” pede passagem e sopra aos ouvidos incrédulos sobre a mudança de estações – inverno/primavera.

Independente de suas crenças o resultado final leva você a interiorizar-se, questionando a melhor forma de buscar respostas para as suas perguntas.

Para nós, palmeirenses, por intermédio do “cristianismo” acreditamos que o ressurgimento tem data marcada. Não pode passar de 2014.

Para nós, palmeirenses, por intermédio do “judaísmo” preferimos caminhos longos e complexos, com dor e sacrifício, onde a Série B é a penitência a ser paga para merecer a Série A – nossa terra prometida.

Para nós, palmeirenses, por intermédio das crenças pagãs falamos a língua dos camponeses junto aos elementais – água, fogo, ar e terra. Lendas, mitos e esporte – futebol mais precisamente – tem muito em comum. Afinal, cada vitória vale o suor derramado (água); cada ataque, chute, cabeceio e gol merecem o incentivo de nosso torcedor (fogo); cada espaço na atmosfera deve conter um átimo de nossa energia alviverde (ar); e cada conquista deve ser respeitada como um aumento do solo sagrado a ser pisado por nossa ilustre “Academia” - mesmo que hoje ela faça parte apenas de nossa história.

Enfim, para nós palmeirenses dos mais diversos conhecimentos, torcer é mais que passionalismo, fé ou esperança. A “Sociedade” confia extremamente no círculo da vida, que gira e torna ao ponto de partida.



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.


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