Guerra Civil (08/05/2013)
 


Ditaduras nunca produziram felicidade e sempre monopolizaram ideias junto à sociedade.

Francisco Franco (1892-1975) por exemplo, por intermédio do “franquismo” interpretava o estadista espanhol, simpatizante do “fascismo” e do “nazismo”. Apoiado pela “Igreja” e pelos “latifundiários”, ele fez da “guerra civil” uma porta de entrada com destino a outros veículos de domínio, incluindo o futebol.

Franco era torcedor do “Real” e contribuiu destacadamente para inúmeros títulos “madrilenhos”, além de facilitar a compra do argentino Di Stéfano.

Na vida esportiva, o maior empecilho para os interesses de Franco era o “Barcelona”. Vitórias do Real Madrid eram menos comemoradas do que as derrotas dos “catalães”.

Ditaduras chegam e partem. Um dia, Franco debandou e deixou a herança vergonhosa do resultado tendencioso. Décadas se passaram e os torcedores madrilenhos continuam escrevendo compêndios e tentando varrer de sua história quaisquer suspeitas sobre seu merecimento.

Conquistas, títulos, alegria … Estamos falando de supremacia? Formadores de opiniões? Aumento de torcedores? Totalitarismo? Parece que “administra-se melhor aquilo que se domina melhor”.

Ser aquilo que difere traz conflito. Você não tem o mesmo espaço, o mesmo tempo, o mesmo apelo aos sentimentos de terceiros. Como rivalizar?

A lei que permite igualdade entre os homens é aplicada no futebol? A “SEP” - e não estamos falando de um clube criado a três meses, contabilizando algo em torno de três centenas de torcedores - foi encaixada em grade nobre da TV por quantas vezes nesta Copa Libertadores?

Lutamos contra muitos e em curto espaço de tempo. Lutamos contra nossos erros e contra aqueles que preferem desconstruir. Lutamos contra o passionalismo insano e contra a ansiedade que fomenta as células cancerígenas de nosso intestino. Lutamos contra adversários fortes, dentro e fora das quatro linhas. Lutamos contra a “imprensa clubística”, aquela que jamais esquece o clube pelo qual torce - e como a imparcialidade beira as raias do mísero absurdo!

Enfim e mesmo assim acreditamos no inacreditável. Nos milagres que oxigenam nossas esperanças. No trabalho de formigas operárias. Na guerra de guerrilha. No fator surpresa e naquilo que ele possui de mais original, que é minar a soberba dos ditadores.

***

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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