As lanças de Marte (15/05/2013)
 


Roma, a cidade eterna, venerava o deus da guerra, Marte. Conquistadora, a sede do Império identificava-se com as características do filho de Júpiter.

Cruel e irascível, Marte despertava um certo sentimento de repulsa entre seus pares. A imortalidade não se solidarizava diante de seus caprichos - incluindo a deusa da sabedoria, Minerva, sua irmã.

Alguns compêndios levaram-nos a conhecer um dos enfrentamentos entre Marte e Minerva. Ambos mediram forças na guerra entre gregos e troianos. Gregos e Minerva saíram vencedores.

Subjugados em batalha, restaram aos perdedores, o extermínio - Troia - e a vergonha - Marte.

Insuflado pelo desejo de esquecer a derrota, Marte encontrou conforto entre os flancos da sedutora Vênus, deusa da beleza e esposa de Vulcano, deus do fogo. Cupido, deus do amor, foi o fruto deste romance.

Júpiter ao analisar as desventuras do filho disse ao imortal que o bálsamo salutar deveria ser ministrado, aplacando assim a fúria instintiva de suas atitudes. Um dia, talvez, “a guerra com honras possa acolher a lança de Marte e oferecer-lhe um combate digno dos deuses”.

Séculos e séculos à frente, distante da contagem do tempo medido pelos deuses, a SEP evoca a esperança e a paz - o verde e o branco - entre as suas fileiras. As cores de seu estandarte pedem passagem para honrar a história palestrina. Subitamente o vermelho de nosso passado e do sangue derramado tantas vezes é incorporado, porque Marte desperta do sono eterno e encontra circunstancias para mudar o seu destino e ajudar-nos com o nosso.

A lança de Marte leva-nos a contagiar. Ela deixa de ser uma singela imagem solitária e passa a ser onze. Nostra Famiglia está pronta para a guerra.

Estamos prontos para a guerra e ela não se resume a apenas uma batalha. Começamos a reconstruir a nossa estrada e ela passa pelo empirismo.

Estamos amadurecendo e precisamos do apoio incondicional de toda a “Sociedade”. Afinal, sonhamos com um “centenário” digno das tradições alviverdes – e ele assim será.

Amigo torcedor: Confie na proposta e na seriedade apresentada pela equipe diretiva. Carecemos de algumas mudanças, mas o caminho traçado é viável e ele nos permitirá retornar à Série A.



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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