A II Grande Academia (22/05/2013)
 


Janeiro de 1973, a cidade de Paris assiste a assinatura do acordo de paz
entre norte-americanos e vietnamitas que põe fim à guerra do Vietnam. Enfim,
as "Treze Colônias" fazem o caminho de volta, trazendo na bagagem o orgulho
ferido.

Meses depois - abril -, os Estados Unidos trazem à luz o World Trade Center. As “Torres Gêmeas” eram os edifícios mais altos do mundo. O norte-americano mais pessimista não poderia supor uma tragédia, vinte e oito anos depois.

Mas o mundo continuava a girar e o “totalitarismo coercitivo” era o “pé do baralho”. O mês de Setembro, no Chile, testemunhava o fim da democracia do governo de Salvador Allende (1908-1973) e o início da ditadura militar de Augusto José Ramón Pinochet Ugarte (1915-2006). Os anos de chumbo chegavam às terras do “Mago”.

Contudo, o futebol continuava contrariando a seriedade dos inúmeros problemas sociais. A década de “70”, por exemplo, assistiu a “II Academia” da SEP. Assim sendo, onde houvesse a dor e a tristeza, a arte alviverde traria conforto e alegria, principalmente à coletividade palestrina.

Cirurgicamente decisiva, a “II Academia” respirou inúmeras conquistas entre 1972 e 1974, entre elas. o “Campeonato Nacional de 1973” - terminado em fevereiro de 1974.

Disputado por quarenta clubes, o “Campeonato Nacional de 1973” foi concluído em dois turnos. Coube à “II Academia” uma campanha inquestionável - 25 V, 3 D, 12 E.

Indiscutivelmente competitiva, a "II Academia" apresentava uma defesa
consistente e um ataque econômico, porém letal, que levava seus adversários
à morte, lenta e paulatinamente.

Capaz de impor-se aos mais temíveis adversários, a “II Academia”, fria e objetiva, chegou a surpreender o milionário Barcelona de Cruiyff, arrebatando assim o título do Troféu Ramon Carranza - agosto de 1974. Cádiz, na Espanha, era um dos palcos preferidos da filarmônica palmeirense.

À SEP nada era impossível e cada título alcançado oferecia indícios de uma fase positiva e interminável. Contudo, os homens imaginaram-se maiores que a “Sociedade” e a fonte foi secando.

É possível retomar o ritmo e encontrar o elo perdido? Com certeza! Basta dar passagem ao espírito vitorioso, onde o nomes projetam-se através de suas virtudes e não por intermédio de um marketing mentiroso e plastificado.

Esperamos que a simplicidade seja a palavra de ordem corrente e a Série B seja disputada com estratégia e competência. Embora o torcedor possa recusar determinadas conquistas, vencer é sempre bom e nos ensina o caminho de volta.



***

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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