Trinta e Cinco (a águia da IX Legio) (05/06/2013)
 


Caledônia, Escócia atual, início do Século II (d.C.). Guerreiros pictos impõem resistência ao crescimento do Império Romano.

Com a finalidade de conjurar o inimigo, o Governador da Bretanha envia o IX Contingente de Legionários – IX Legio. Considerado invencível, tal comando era temido pelos povos antagônicos e venerado por seus pares. Misteriosamente, diga-se, foi a última tarefa delegada ao famoso corpo de soldados romanos.

A História não oferece pistas do destino submetido à “IX Legio”. Entretanto, deixamos sob a responsabilidade das lendas o dever de moldar os passos incertos desse famoso elenco.

Algumas fontes extraoficiais nos falam que, “quando o Império Romano, Roma ou seus filhos estiverem em perigo, uma águia será vista sobrevoando as imediações, anunciando assim a chegada da IX Legio”, seu retorno salvador e vitorioso.

Claro que tudo faz parte de um tomo ideológico que municia nossos instintos mais primitivos. Algo como povo escolhido a sofrer as influências da imponderabilidade invisível. Contudo, a energia que o assunto agrega pode mover montanhas e desafiar a lógica dos mais estudiosos cientistas.

Assim sendo e a despeito da maioria questionar, o esporte e o futebol utilizam-se deste canal, principalmente quando as vozes não convergem. É a hora do conhecimento alimentar-se da psicologia; é a vez do emocional superar a racionalidade dos homens.

A torcida da SEP vive sonhando acordada com a volta salvadora e vitoriosa da “IX Legio Alviverde”. Algo que lhe devolva o respeito perdido, pois como diria Maquiavel, “o temor alheio é mais proveitoso do que o amor”.

A torcida da SEP não precisa de um clube rico e que ostente opulência. Afinal, nós precisamos, sim, é do equilíbrio dos homens ao decidir o nosso futuro; contratando reforços pontuais e revelando valores das categorias pré-profissionais.

A torcida da SEP precisa de guerreiros, mas também precisa de generais, dentro e fora de campo, que comandem aquilo que, um dia, chamaremos de “IV Academia”.

Enquanto a profecia não é consumada, vamos festejando o humilde banquete da Série B e a vitória esperançosa diante do bravo Avaí.

Que os deuses da mitologia romana possam sufocar o nosso pranto.



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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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