Capítulo 33 (carta ao Judas nosso de cada dia) (12/06/2013)
 


Muitos séculos se passaram e você, Judas, travestido de torcedor alviverde, voltou para combater impiedosamente nossa presidência, seus diretores e a ideologia implementada desde janeiro próximo passado.

Custou-me horas a fio para descobrir seus verdadeiros objetivos e, com certeza, eles não convergem para a alegria de nossa ilustre "Sociedade".

Motivos políticos e jogos de vaidades deixaram de ser sua mira predileta e passaram a ser o norte de suas elucubrações. Prós e contras foram legados ao esquecimento e a infantilidade do "perdi, mas não quero que levem" tomou a forma de sátira, releitura imprópria - tantas vezes criticada na imprensa - e teorias conspiratórias. Sinto que você perdeu o verbo contido nas linhas da História, não amadureceu e apodreceu nas masmorras de sua miséria eloquente.

Permita-me lembrá-lo que o verdadeiro motivo da crítica é alertar e acrescentar; divergir para convergir; levar ao conhecimento, esclarecer e formar opiniões. Ninguém é 100% céu ou 100% inferno. Alinhar as diferenças é alinhar forças; é saber democratizar, socializar e vencer.

Erros existem e não podem ser incinerados por nossa inflexibilidade. Precisamos equacioná-los - interesses pessoais à parte.

Por isso é necessário domar a língua selvagem. Perceber que o poder mudou de mãos e que o trabalho conceitual existe e foi posto em prática, mesmo que ele não parta daqueles que tanto veneras. Afinal, antes dos homens resiste - ou insiste? -  a "Sociedade".

Neste país, onde o suspeito de assassinato é recebido com honras de herói, não podemos municiar os interesses alheios. Já bastam nossos inimigos do "front".

Gostaria que você gritasse gol e curtisse as nossas vitórias, pois no entendimento geral o silêncio sinaliza como espionagem.

Entretanto a vida segue e é bom lembrar que vencemos a sexta partida. Assim sendo cumprimos com a tarefa traçada.

Não fomos a orquestra desejada, mas a banda do coreto da cidade de Ceará Mirim. Para nós, alviverdes imponentes, isso basta.

Amanhã, quando o dia substituir a noite, Judas não terá assunto para nos enfurecer. Afinal, não é a cada curva de esquina que encontramos o valor de trinta moedas.



***

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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