INIGUALÁVEL (09/09/2013)
 


Não pela vitória frente à equipe atleticana. Não pela liderança do campeonato. Não pelo objetivo ficar mais próximo, a cada rodada ...

Embora o direito conquistado dentro das quatro linhas, à alegria e esperança, acho imperativo recordar ao torcedor alviverde sobre uma passagem inesquecível de nossa história notável. Episódio pontual que poucos clubes do Brasil igualaram – somente mais dois.

Primeira entidade a receber um convite oficial e representar as cores do selecionado brasileiro de futebol, a Sociedade Esportiva Palmeiras derrotou categoricamente o forte selecionado uruguaio – 3X0 - , classificado de forma invicta à Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Estávamos no final do inverno de 1965. Nada mal para quem foi perseguido, de maneira discriminatória, quando da II Grande Guerra Mundial.

Humildade e patriotismo sempre marcaram as equipes palestrinas nesses 99 anos de história. Belo Horizonte, 48 anos atrás, sentiu a humildade operária e o patriotismo nada ufanista de nossa “1ª Academia”, único elenco capaz de fazer frente ao continuísmo da “Era Pelé”.

A “ditadura militar” e a “direita secular” sofreram um duro golpe ao assistir um desafeto representar a bandeira brasileira. Entretanto, o verde tingiu um sentimento maior que o ranço inquisitorial das forças armadas. Pela 2ª vez – a 1ª em 1951 - deixávamos de ser Sociedade Esportiva Palmeiras e passávamos a ser Brasil. Não um país manufaturado pela emissora “plin-plin”. A Sociedade Esportiva Palmeiras não era imposta ao povo e mesmo assim abraçada por ele.

Contudo, o mundo gira e os veículos formadores opinativos agem sobre as massas. Constantemente assistimos discursos tendenciosos, forjados à luz dos adjetivos exagerados. Porém, se determinado clube atende pelo nome de “soberano”, temos todo o direito do epíteto “Inigualável”.

Aliás, que venha o bravo ASA (13°). Esclarecimento: Não é nada pessoal. Apenas imprescindível.



***

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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