UMA BREVE HISTÓRIA DO TEMPO ALVIVERDE (27/11/2013)
 


Torcedor alviverde, embora a unanimidade seja um privilégio exclusivo da
utopia, a maioria pode - e precisa! - tomar as rédeas do destino, mesmo que
a minoria possa trazer à baila a arte de costurar acordos - costumeiramente
chamada de política (e ela interfere no destino verde, vermelho ?! e
branco).

Apresentando conflitos de interesse motivados pela intransigência de seus
“feudos”, as “terras” da “Sociedade” acolhem o “humilde povo da estrutura de
cimento armado”, infelizmente utilizado como “massa de manobra”. A fome - de
títulos - deste contingente tira-lhe o bom senso e aguça-lhe a ansiedade.
Nada lhe agrada e tudo conspira pelo pior.

Entretanto, esta “Sociedade” viveu dias melhores e menos turbulentos.
Pautados na felicidade de “nostra famiglia”, nossos princípios baseavam-se
na ética.

Contudo, o “Episódio Saccomani (1978)” desgovernou a “Sociedade” campeã do
Século XX; desfalcou financeiramente e desarmonizou o clube; colocou em
dúvida a idoneidade situacionista e fomentou o verbo opositor. As figuras
que procuravam pelo diálogo conciliador deixaram suas marcas, mas
demonstraram pouca eficiência. Administrar a SEP tornara-se algo
insustentável.

Quinze anos à frente (1993) voltamos a respirar satisfatoriamente e
consolidamos a ”Era Parmalat”, onde as cabeças empreendedoras captaram lucro
e presentearam alegria.

Porém, não nos preparamos para o irreversível “divórcio”. Quando o grande
amor partiu, nós voltamos àquela carranca sexagenária e peculiar dos tempos
da descoberta do “desfalque”.

Durante a “ditadura clientelista (1993 - 2004)” usufruímos do amargo sabor
do rebaixamento. Nada parecia suficiente ao “inferno palestrino”.

Mas o muro caiu e o “Sapo Boi” deixou de ser invencível. As mudanças eram
providenciais.

Depois de um “governo de passagem (Della Mônica – 2005 - 2008)”, confesso
que o nome de Belluzzo (2009 - 2010) era a chave para exterminar os nossos
problemas, mas ele se mostrou mais torcedor do que dirigente e foi executado
pela extrema confiança depositada em seus correligionários.

Tirone (2011 - 2012) veio para informar - e confirmar! - sobre as carências
de uma “Sociedade” desprovida de líderes - de fato e direito. Usado e
abusado, ele demonstrou toda a incompetência que um único homem pode ser
capaz de inspirar. Conquistou um título impossível e perdeu a honra ao cair
de forma vexatória à Série B.

Atribuindo a seus executivos a responsabilidade de ajudá-lo a trazer a
“Sociedade” ao lugar de onde ela jamais deveria ter saído, Paulo Nobre
chegou para rescrever a história palestrina. Conseguirá? Dependerá da fome e
ansiedade do humilde povo da estrutura de cimento armado.



***

O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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