NOTTURNO DI UN POETA VAGABONDO (27/06/2014)
 


A história da Sociedade Esportiva Palmeiras não foi - e não é !!! - exclusivamente contada por seus atletas dentro das quatro linhas. Figuras das mais variadas características escreveram - e escrevem !!! - verdadeiras odisséias em nome do clube nascido em 1914.

Alguns alviverdes escolheram caminhos, entre eles o jornalismo, que hoje mais desconstroem a "Sociedade" do que propriamente relatam sobre seu suposto cotidiano.

Teorias conspiratórias à parte, publicar "inverdades" sobre a equipe palmeirense sempre foi um tema utilizado por quem quis neutralizar a influência de "nostro Palestra" junto ao cenário esportivo nacional - e futebolístico mais precisamente. Duvide do que falo e pesquise.

Você se surpreenderá ao descobrir que o jornal "O Estado de S.P." confessou certa vez ter cometido um ato tendencioso ao informar sobre a "Società" e panfletá-la negativamente, chamando-a peremptoriamente de "Quintas-Colunas" - entrevista concedida por seu ex-proprietário Ruy Mesquita (1925-2013); a saber: "Eu nunca me perdoei por esse vexame" (2003).

Contudo, sempre surgiram homens de boa fé e cultivadores do bom senso e da verdade - instrumento por vezes fomentado por refinada ironia. Estamos falando de Vicenzo Ragognetti.

Ragognetti era jornalista, escritor e poeta. Alimentado pela noite da "terra da garoa", ele era um boemio apaixonado pelo Palestra Itália - um de seus fundadores, primeiro diretor esportivo e primeiro diretor técnico - jogo inicial.

Ler Ragognetti era o mesmo que sentir as arquibancadas insuflarem a "Sociedade" ao ataque de seus adversários. Ácido e temperamental, ele não deixava uma única linha escrita por jornalistas tendenciosos, desprovida de uma resposta satisfatória. "O caminho a seguir é trocar de política ... O Palestra [Itália] não tem um jornal amigo, um clube amigo, um juiz que lhe seja pelo menos justo, e ninguém reconhece sinceramente a sua força no esporte brasileiro ... Nada de vaselina, nada de 'sim!', nada de gaveta aberta nada de cavalheirismo. Política dura, 'à bala', como diria o grande brasileiro e grande patriota que foi o marechal Floriano!" (1941)

Na prensa de seu semanário "Moscardo", por exemplo, Ragognetti sempre condenou ao fio da navalha todas as línguas impuras que pecassem contra a integridade do nome palestrino. Nunca foi questionado ou perseguido

Eu pergunto: "Questionar ou perseguir quem? O homem e suas palavras meticulosamente escolhidas? ... Difícil falar da honestidade do poeta.

Eu afirmo: "Que falta faz homens como Ragognetti a escrever linhas afora!"



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Segunda-feira voltamos!

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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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