CONVERSA AO PÉ DA MONTANHA (14/07/2014)
 


Um dia, pai e filho da tribo Cherokee saíram à caça, ao pé da montanha.

Curioso com tudo que faziam, o filho a tudo perguntava. Afinal era a sua caçada inicial, ritual mais que importante para torná-lo homem e um dos novos guerreiros.

Assim que o sol começou a arder sobre as cabeças da dupla de caçadores, eles propuseram parar para um breve descanso. Iniciado na arte de buscar alimentos necessários à sua sobrevivência, "o jovem cherokee", extasiado pelo respeito contraído ao pai, esperava a qualquer momento que o mesmo dissesse algo que pudesse servir de sabedoria.

Imediatamente a aula começou feito o vento, suave e absolutamente refrescante: - "Jovem guerreiro cherokee, dentro de cada um de nós persistem dois lobos, a despeito do que fizermos. Um deles é envolvido pelo manto da bondade, enquanto o outro respira o instinto da maldade; um deles é virtuoso, enquanto o outro é pecador; um deles é ético e respeita as tribos vizinhas, enquanto o outro é simplesmente moral e procura respeitar apenas seu código de honra. Como não poderia deixar de ser, ambos travam uma batalha interminável dentro de nós".

Certo de que os dois lobos lutavam pelo mesmo espaço, "o jovem guerreiro" entendia que um dos dois deveria declinar do domínio dos "corações cherokees".

Assim sendo, não demorou muito para a pergunta ecoar entre os desfiladeiros: "Afinal meu pai, qual deles deve prevalecer? Sabemos que o equilíbrio entre ambos é necessário, embora perigoso.

Satisfeito com a linha adotada por seu descendente, "o sábio índio cherokee" percebeu que o filho estava preparado para a resposta: - "Sobreviverá a esta batalha aquele que melhor for alimentado por você.

Simples assim, torcedor alviverde!

Deixemos de lado aquele ufanismo desnecessário, que tanto contaminou a sensibilidade da "terra tupiniquim" e tanto alimentou a mídia monopolizadora.

A todos aqueles que propuseram a irrealidade, eu peço a gentileza de contar seus mortos e despertar do próprio pesadelo.

A nós, palestrinos, uma dura caminhada nos espera. Felizes, não trocaremos a areia do deserto pelo oásis inebriante de quem quer nos iludir.

Antes de uma vitória retumbante, amar a "Sociedade" é conviver com a sua cultura, respeitá-la e difundí-la a todos os "irmãos alviverdes".

"A dureza do prélio não tarda !!!"



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Sexta-feira voltaremos!


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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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