ENTRE MIM E MEU PAI (11/08/2014)
 


Nunca fomos grandes amigos, embora o respeito e a vontade de uma sintonia maior. Porém, sempre acontecia algo e voltávamos à estaca zero.

Evidente que existiram os bons momentos. Efeitos da pura magia que o tempo resolveu eternizar em minha mente. Nessas horas o "Palmeiras" convergia gerações e nós nos entendíamos muito bem.

Seu jeito de defender a "Sociedade" era perfeito - enaltecer o que era bom e não ouvir as ofensas adversárias, fulminando a seguir com outra frase de efeito.

Agora, quando o debate era entre nós, depois dos adversários deixarem as rodas de conversa... você era o verdadeiro corneteiro - e cornetar à época de Evair, vamos usar da franqueza, os argumentos eram poucos e você conseguia enxergar "pelo em ovo".

Procuro imaginar o que você diria sobre a "Sociedade" hoje em dia: - "Reféns do centenário? Acabaremos reféns do terceiro rebaixamento!"

Mas mesmo com tamanhas dificuldades e perspectivas não menos improváveis, você diria enfaticamente: - "Sabe de uma coisa, nós não podemos abandonar essa 'porcaria' de time!

E aí tomávamos mais um copo de cerveja e nos abraçávamos. Olhos nos olhos, percebíamos que nossa química funcionava até a página posterior. Voltávamos a ser pai e filho e o brilho apagava, esperando ansiosamente pelo próximo final de semana.

Eu era feliz e não entendia tal mensagem.



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Sexta-feira voltaremos!


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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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