AMOR, IRA E ALGUNS TRAÇOS DE HEROÍSMO (12/09/2014)
 


Atualmente é freqüente a "Sociedade" ir a campo e combinar amor e ira entre as estratégias.

As circunstâncias poderiam ser menos difíceis à família alviverde. Entretanto podemos atribuir a responsabilidade total a quem faltou com o amor e cultivou a ira do torcedor - aliás, quinta-feira p.p., a "coletividade" provou que o amor inquestionável resiste até a ausência de técnica apurada.

Mas não falemos da dor que persiste. Prometi a mim mesmo não furtar o leitor desta coluna do direito a alegria e esperança, mesmo que o sorriso insista em ser forçado e as duvidas continuem a cada rodada.

Parece que algo mais forte que a própria consciência continua conspirando em nosso favor. Mesmo que não exista motivo ético para tanto, esse algo abstrato continua concretizando.

Não sei afirmar se é virtude do Dorival ou erro do Gareca, mas o jogadores começaram a perceber que para sair do inferno eles precisam acreditar em si próprios. Ninguém poderá tirá-los do subterrâneo do fracasso eminente, a não ser eles mesmos.

É público e não precisamos fazer apologia. Alguns atletas devem sair ao final da temporada. Outros o expurgo não deverá ferir, em virtude da personalidade marcante. Mas que alguns começaram a ganhar respeito pela atitude levada a termo, em cada jogo disputado, não podemos negar.

Entre os representantes voluntariosos de nossas cores, um deles é a prova emergencial do determinismo e força de vontade: "Marcelo Oliveira".

É provável que o tempo apague de nossa memória o nome de Marcelo Oliveira, mas ontem, depois de jogar machucado, nos quinze minutos finais, ele fez por merecer incorporar-se a uma "Sociedade" melhor qualificada.

Alguns lembrariam de Cristaldo - não vou esquecê-lo. Afinal, aqueles que derramam lágrimas pela "Sociedade" não podem ser ignorados.

Enfim, o mundo dá voltas e submete a todos nesta roda viva. O Fluminense vem aí e nós sabemos bem que o resultado adverso faz parte da lógica. Mas não subestimem a camisa alviverde e seus jogadores "mais ou menos técnicos" e "extremamente voluntariosos".



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Sexta-feira voltaremos!


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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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