MADRUGA (19/09/2014)
 


Madruga era um mendigo que perambulava pelas imediações da "universidade" onde estudei.

Como todo e qualquer mendigo, Madruga se escondia entre as imagens do cotidiano e por intermédio de seu destino incerto interpretava personagens principais e coadjuvantes, dependendo sempre do quanto se podia lucrar.

A galera dizia ao passar por ele: - "E aí Madruga, trabalhar?" Ele respondia com rapidez: - "Amanhã. Cedo. De Madruga".

Alguns moradores do entorno, conhecedores de sua história, contavam que ele fora um brilhante professor de matemática, quedado pelos caprichos de um "rabo de saia". Contudo, não havia quem pudesse confirmar se Madruga fora vítima de um amor mal resolvido ou se viera a passeio por essa vida.

Só sei que um dia o mendigo Madruga sumiu. Desapareceu. Como diria uma famosa "Banda" dos anos 80: "Escafedeu-se". Deixou de contar suas crônicas do asfalto, em troca do pouco que pudessem lhe pagar.

Morto ou recuperado? Sabe-se lá dizer! Procuro pensar em um Madruga feliz e reintegrado à sociedade.

Quantos "Madrugas" você conhece? Por volta de três ou quatro?

Pois é! Eu conheço e acompanho a cruzada de um "Madruga" do tamanho de uma "Sociedade".

Espero, aflito, que ele não morra e se reintegre.

Não quero que ele desapareça.



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Segunda-feira voltaremos!


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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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