CENTENÁRIO DE FEL ( 21/11/2014 )
 
Antes de tudo eu novamente reitero que não sou vinculado ou simpatizante de nenhum segmento político da S.E. Palmeiras, da mesma maneira com qualquer torcida organizada ligada ao Palmeiras.


Prezado amigo Palestrino,

Em 2010 quando Palmeiras x Boca Júniors fizeram a última partida no Palestra Itália e mesmo com o resultado adverso de 2x0 os sentimentos que prevaleceram entre os Torcedores foram a tristeza da despedida do Jardim Suspenso onde o Palmeiras fez partidas memoráveis durante décadas, conquistou títulos inesquecíveis (incluindo a Libertadores de 1999) e da esperança de dias melhores na então futura “Arena Palmeiras” cuja reabertura estava prevista para o ano do seu Centenário, com um time aguerrido e voltado para conquistar títulos importantes.

Os anos seguiram e em 2012, após a alegria da conquista da Copa do Brasil, um título de primeira magnitude no Futebol Nacional, o Palmeiras retornaria à Série B, fato que nenhum Torcedor esperava que repetisse pois a queda em 2002 deveria ser uma Lição Aprendida para sempre mas que infelizmente a gestão inconsequente do Sr. Arnaldo Tirone desprezou.



As eleições chegaram em 2013 e o Sr. Paulo de Almeida Nobre se elegeu presidente da S.E. Palmeiras.

Para muitos Torcedores (incluindo-me) Paulo Nobre sempre foi um sonho de consumo à presidência do Palmeiras após a gestão de Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo – marcada por uma inexplicável falta de sorte em 2009, mesmo considerando que o ex-presidente tenha esforçado para montar um bom elenco com Danilo, Edmílson, Cleiton Xavier, Vágner Love etc. mas na reta final do Brasileirão deixou o título escapar entre os dedos.

Paulo Nobre assumiria um Palmeiras na Série B, com a missão de reconduzi-lo à Elite do Futebol em 2014.

O mandatário afirmou que 2013 seria um ano complicado em razão do Clube atravessar uma péssima situação financeira, mas com o compromisso de entregá-lo ao seu sucessor com as dívidas bem atenuadas oferecendo ao mesmo melhores condições para recolocar o Palmeiras novamente nos trilhos da modernidade.

Tal postura trouxe compreensão e esperanças ao Torcedor Palmeirense, sobretudo para 2014.

No início de 2014, o Palmeiras tinha uma base formada com uma interessante coluna dorsal: Fernando Prass, Henrique, Lúcio, Wesley, Valdívia e Kardec.

A participação no Paulistão não foi das piores onde o Palmeiras realizou boas partidas mesmo não chegando à final ficando, porém, entre os quatro melhores.

Tudo desenhava que com um fortalecimento no elenco somado àquela base acima mencionada faria do Palmeiras um time estável, em condições de permanecer entre os 8 melhores na classificação do Campeonato Brasileiro e talvez até com chances de obter uma vaga no G-4, o que seria perfeitamente aceitável pelos Torcedores.

Entretanto o Torcedor foi surpreendido com a negociação de Henrique, sem nenhuma reposição imediata, à altura daquele zagueiro.

Mas a pior de todas as supressas negativas seria coroada com a maneira despreparada de como o Sr. Paulo Nobre conduziu a renovação contratual do atacante Alan Kardec, que após pechinchar uma diferença administrável de valores, acabou perdendo o bom atacante para o Spfc – o MAIOR INIMIGO do Palmeiras – com “direito” a deboches e chacotas disparados pelo presidente do clube leonoriano.



Esse episódio foi crucial para que o Palmeiras fosse à lona, sofrendo uma queda vertiginosa no Campeonato Brasileiro.

A chegada do treinador argentino Ricardo Gareca deu lampejos de esperança ao torcedor Palestrino, mas logo foi esfacelada com uma sequência negativa de jogos, em razão de um elenco de qualidade reduzida, antecipando a saída do treinador argentino.

O Palmeiras acabou na lanterna do Campeonato Brasileiro, permaneceu várias rodadas no Z-4, conseguiu sair da mesma porém sem nunca perdê-la de vista do seu retrovisor.

A estreia da lindíssima Allianz Parque com a participação da Maravilhosa Torcida do Palmeiras não poderia ter sido pior após a derrota contra o Sport por 2x0, um time sem alma, sem brilho e sem qualidade técnica.



Infelizmente o presidente Paulo Nobre já deu mostras de ser muito fraco na gestão do Departamento de Futebol, cometendo erros primários e o Torcedor perdeu de vez a paciência com o mesmo.

Caiu vertiginosamente no conceito de muitos (incluo-me nessa).

Aqui não se trata de falar mal do mesmo por MERA VONTADE OU PRAZER, mas sim pela VONTADE DE VER um Palmeiras FORTE e VENCEDOR, como TEM QUE SER.

Peço desculpas a quem ainda deposita esperanças nele.

Ele está oferecendo para mais de 16 MILHÕES DE TORCEDORES um Centenário muito amargo, com gosto de FEL.



Mesmo que o Palmeiras consiga escapar do rebaixamento, não irá apagar a imagem negativa que o Sr. Paulo Nobre construiu com seus erros no Departamento de Futebol, que constitui o principal cabo eleitoral aos seus opositores.

Mas ao finalizar a coluna cabe fazer um apelo à Torcida:

Por favor, NÃO PICHEM a nova Arena do Palmeiras, isso NÃO RESOLVERÁ OS PROBLEMAS, além disso, a Nova Casa Palestrina irá abrigar grandes eventos, a começar com a apresentação do excepcional músico e compositor inglês Paul McCartney, um talento PADRÃO PALMEIRAS.



NÃO PICHEM pois os dirigentes passam mas a Allianz Parque ficará, assim como o PALMEIRAS, que precisa de maneira urgente ser gerido por pessoas que DEFINITIVAMENTE ENTENDAM que o PALMEIRAS não FOI FUNDADO para DISPUTAR a Série B.



Fui.

Saudações Alviverdes!
Djalma Verdão[]

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