A ESCOLA DOS PEGADORES DE PÊNALTIS (21/04/2015)
 


Tudo começou com Marcos e não poderia encerrar com ele. A história deveria ter continuidade. Alimentamo-nos de heróis e provamos mais uma vez que eles continuam se multiplicando.

Tenha em mente, torcedor alviverde, a "Sociedade" classificou-se à final do campeonato porque entre outros predicados, do começo ao fim do jogo amealhou respeito - aos torcedores e clube -, coragem e foco.

Acredite, o time foi me convencendo a cada quinze minutos. Ao ouvir o apito final deixei minhas dúvidas de lado e acompanhei confiante a sequência de pênaltis. Só não sabia dizer se o objetivo seria alcançado pelo erro adversário ou se a lenda de Marcos assombraria o "estádio" inimigo e transmutado em Prass - goleiro que por diversos jogos foi de importância inquestionável e nunca recebeu da torcida um tratamento de "5 estrelas" - retornaria.

Todavia, Prass não foi somente o algoz implacável de duas penalidades máximas. Corria o jogo e não fosse uma defesa poderosa, em cabeçada do centroavante adversário, talvez não comemoraríamos o resultado. Contudo, nada é fruto do acaso e aos 37 anos, o goleiro palmeirense personificou Marcos e foi grande. "A ESCOLA DOS PEGADORES DE PÊNALTIS" voltara a respirar.

Porém, não fomos apenas sinalizadores de um grande goleiro. Quatorze distintivos lutaram por nossa honra.

Victor Ramos jogou o jogo inteiro com "a faca entre os dentes" e provou que o sangue derramado pelo nariz não era vermelho e sim verde, cor de nossa esperança pelo volta dos tempos de glória.

Glória essa estampada no suor voluntarioso de Gabriel, improvisado na lateral. Coincidência ou não, o traiçoeiro atacante inimigo deixou de dar as cartas após seu deslocamento.

Da mesma maneira, Arouca encaixou a combatividade na medida certa frente ao articulador alvinegro e ele foi apagando lentamente.

Mas não fomos apenas defesa e criamos muito. Pasmem, a bola teimou beijar a trave e mesmo assim provamos que o meio de campo palestrino - Xavier, Valdívia... - dará trabalho às defesas brasileiras, quando começar o "Campeonato Nacional". Dudu e o surpreendente Rafael que o digam.

"Os imortais não perecem" - lembram-se do último texto?. Na verdade eles ressurgem triunfantes para que a profecia seja cumprida. E ela será.



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Voltaremos na quinta-feira!


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O escritor e colunista Catedral de Luz nasceu na turbulenta década de 60 e adquiriu valores entre as décadas de 70 e 80 que muito marcaram sua personalidade, tais como Palmeiras, Beatles, Letras, Espiritismo e História.... Amizades ... Esposa e Filha.

Os anos 90 ensinaram-lhe os atalhos, restando ao novo século a retomada da lira e poesia perdidas.

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